Pesquisa AtlasIntel revela percepção acentuada da violência na capital fluminense, com notável discrepância em relação ao cenário brasileiro Rio de Janeiro, -agencia-cnn-, Rio de Janeiro (capital), Segurança Pública, Violência CNN Brasil
Uma pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira (31) aponta que 70% dos moradores da cidade do Rio de Janeiro avaliam o nível de criminalidade como “muito alto”, um índice que contrasta fortemente com a média nacional, onde apenas 11,1% da população brasileira compartilha da mesma percepção extrema sobre a violência em suas respectivas localidades.
Os dados evidenciam uma polarização na percepção de segurança pública e sublinham os desafios específicos enfrentados pela capital fluminense. Na cidade do Rio de Janeiro, a sensação de criminalidade elevada é quase unanimidade entre os residentes.
Além dos 70% que consideram o nível de crimes “muito alto”, outros 25,1% classificam-no como “alto”, totalizando um impressionante percentual de 95,1% que percebe a criminalidade como “alta” ou “muito alta” na cidade.
Apenas uma pequena parcela da população carioca avalia a situação de maneira mais branda, com 3,2% indicando um nível “regular”, 1,7% como “muito baixo” e 0,1% como “baixo”, confirmando o quão presente é a preocupação com a segurança pública no Rio.
Panorama nacional
Em contraponto à intensa percepção carioca, o cenário da criminalidade no Brasil apresenta uma avaliação mais heterogênea.
RA maior parte da população nacional (38,7%) classifica o nível de crimes como “regular”. Na sequência, 23,5% consideram “alto”, enquanto 17,8% percebem um nível “baixo”.
A percepção de “muito alto” na média brasileira atinge 11,1%, um dado significativamente menor do que os 70% observados no Rio de Janeiro. Outros 8,9% da população avaliam a criminalidade como “muito baixo”, demonstrando uma distribuição mais equilibrada de opiniões em nível nacional sobre a segurança pública.
A pesquisa AtlasIntel foi produzida entre 29 e 30 de outubro, um dia após a megaoperação Contenção, que deixou 121 mortos, no complexo da Penha e Alemão, na Zona Norte da capital fluminense.
Veja imagens da operação
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1 de 8Corpos enfileirados em rua do Rio de Janeiro após operação policial mais letal da história da cidade • REUTERS/Ricardo Moraes
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2 de 8m resposta à atuação policial, criminosos do CV também utilizaram tecnologia, sendo flagrados arremessando bombas em uma comunidade através de um drone. • Reprodução/Redes sociais
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3 de 8Megaoperação envolvendo cerca de 2.500 policiais civis e militares é deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro • CNN
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4 de 8Houve o registro de tentativas de bloqueios de ruas por parte dos membros do Comando Vermelho (CV) em retaliação à Operação Contenção • Reprodução
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5 de 8Forças de Segurança do Rio realizam uma Operação nos Complexo da Penha e Alemão, com o objetivo de prender lideranças criminosas • ÉRICA MARTIN/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
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6 de 8A fuga de criminosos armados foi registrada por drones policiais
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7 de 8Três moradores foram socorridos ao Hospital Getúlio Vargas. Ao menos sete pessoas foram socorridas e tiveram atendimento médico • Estadão Conteúdo
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8 de 8Nas redes sociais, o governador Cláudio Castro informou que o dia terminou com mais de 100 fuzis apreendidos pelas Polícias Civil e Militar • Reprodução/Redes Sociais
Relembre operação
A megaoperação policial “Contenção” foi realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na terça-feira (28). A ação conjunta das Polícias Civil e Militar, que utilizou cerca de 2.500 agentes, visava combater a expansão territorial do CV (Comando Vermelho) e cumprir aproximadamente 100 mandados de prisão contra lideranças, incluindo 30 de outros estados.
“Tribunal do CV”: entenda como facção tortura moradores em comunidade no RJ
A operação resultou no saldo de 121 mortos, superando o Massacre do Carandiru e tornando-se a mais letal da história do estado e do país. Entre os 113 presos, estava Thiago do Nascimento Mendes, o “Belão”, braço direito do líder do CV, “Doca”. Foram apreendidas 118 armas, sendo 91 fuzis.
Comunidade do Rio amanhece com fila de corpos em praça após megaoperação
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1 de 17Corpos enfileirados em rua do Rio de Janeiro após operação policial mais letal da história da cidade • REUTERS/Ricardo Moraes
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2 de 17A Operação Contenção foi uma megaoperação conjunta das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, realizada na terça-feira (28) • Arquivo pessoal: Bruno Itan
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3 de 17Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SESP) e o Governo do Estado, o objetivo principal era combater a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) • CNN
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4 de 17A Operação Contenção se tornou a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro • CNN
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5 de 17O saldo final incluiu 60 suspeitos de crimes e 4 policiais mortos (dois policiais civis e dois policiais militares do Bope) • CNN
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6 de 17Além das fatalidades, 81 pessoas foram presas incluindo Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão, que é apontado como o operador financeiro do CV no Complexo da Penha e braço direito do chefe do Comando Vermelho, Edgar Alves de Andrade, vulgo “Doca” ou “Urso” • CNN
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7 de 17Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, levam ao menos 50 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no início da manhã desta quarta-feira, 29, após a megaoperação mais letal da história do Estado. O ativista Raull Santiago, do Instituto Papo Reto, afirmou que os corpos foram encontrados em uma área de mata na Serra da Misericórdia. • JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
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8 de 17Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, levam ao menos 50 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no início da manhã desta quarta-feira, 29, após a megaoperação mais letal da história do Estado. O ativista Raull Santiago, do Instituto Papo Reto, afirmou que os corpos foram encontrados em uma área de mata na Serra da Misericórdia. • JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
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9 de 17Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, levam ao menos 50 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no início da manhã desta quarta-feira, 29, após a megaoperação mais letal da história do Estado. O ativista Raull Santiago, do Instituto Papo Reto, afirmou que os corpos foram encontrados em uma área de mata na Serra da Misericórdia. • JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
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10 de 17Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, levam ao menos 50 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no início da manhã desta quarta-feira, 29, após a megaoperação mais letal da história do Estado. O ativista Raull Santiago, do Instituto Papo Reto, afirmou que os corpos foram encontrados em uma área de mata na Serra da Misericórdia. • JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
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11 de 17Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, levam ao menos 50 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no início da manhã desta quarta-feira, 29, após a megaoperação mais letal da história do Estado. O ativista Raull Santiago, do Instituto Papo Reto, afirmou que os corpos foram encontrados em uma área de mata na Serra da Misericórdia. • JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
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12 de 17Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, levam ao menos 50 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no início da manhã desta quarta-feira, 29, após a megaoperação mais letal da história do Estado. O ativista Raull Santiago, do Instituto Papo Reto, afirmou que os corpos foram encontrados em uma área de mata na Serra da Misericórdia. • JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
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13 de 17Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, levam ao menos 50 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no início da manhã desta quarta-feira, 29, após a megaoperação mais letal da história do Estado. O ativista Raull Santiago, do Instituto Papo Reto, afirmou que os corpos foram encontrados em uma área de mata na Serra da Misericórdia. • JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
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14 de 17Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, levam ao menos 50 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no início da manhã desta quarta-feira, 29, após a megaoperação mais letal da história do Estado. O ativista Raull Santiago, do Instituto Papo Reto, afirmou que os corpos foram encontrados em uma área de mata na Serra da Misericórdia. • PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDO
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15 de 17Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, levam ao menos 50 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no início da manhã desta quarta-feira, 29, após a megaoperação mais letal da história do Estado. O ativista Raull Santiago, do Instituto Papo Reto, afirmou que os corpos foram encontrados em uma área de mata na Serra da Misericórdia. • PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDO
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16 de 17Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, levam ao menos 50 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no início da manhã desta quarta-feira, 29, após a megaoperação mais letal da história do Estado. O ativista Raull Santiago, do Instituto Papo Reto, afirmou que os corpos foram encontrados em uma área de mata na Serra da Misericórdia. • PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDO
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17 de 17Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, levam ao menos 50 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no início da manhã desta quarta-feira, 29, após a megaoperação mais letal da história do Estado. O ativista Raull Santiago, do Instituto Papo Reto, afirmou que os corpos foram encontrados em uma área de mata na Serra da Misericórdia. • PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDO
O dia da operação foi marcado por intensos confrontos e “caos” na cidade, com o fechamento de escolas e desvios de transporte público.
Diante da crise, o governo federal e estadual anunciaram a criação de um escritório conjunto para intensificar a cooperação no combate ao crime organizado.

