By using this site, you agree to the Privacy Policy and Terms of Use.
Aceitar
Portal Nação®Portal Nação®Portal Nação®
Notification Mostrar mais
Font ResizerAa
  • Início
Lendo: Entenda o que muda com o PL do licenciamento ambiental que será votado no Senado
Compartilhe
Font ResizerAa
Portal Nação®Portal Nação®
  • Notícias
  • Esporte
  • TV Nação
  • Entretenimento
  • Ciência
  • Tecnologia
  • Acesso
Search
  • Início
Siga nas redes
Portal Nação® > Noticias > outros > Entenda o que muda com o PL do licenciamento ambiental que será votado no Senado
outros

Entenda o que muda com o PL do licenciamento ambiental que será votado no Senado

Última atualização: 21 de maio de 2025 07:30
Published 21 de maio de 2025
Compartilhe
Compartilhe

O plenário do Senado deve votar, nesta quarta-feira (21/5), o projeto de lei que institui o novo marco legal para o licenciamento ambiental (PL 2159/2021). Em linhas gerais, a proposição unifica normas e flexibiliza o processo pelo qual o poder público autoriza e controla atividades que possam causar impacto ao meio ambiente. A tramitação do projeto é acompanhada por uma discussão longa no Congresso que contrapõe setores do agronegócio e empresariais a ambientalistas, que apelidaram o texto de “mãe de todas as boiadas”.

Contents
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresasO que muda?Ambientalistas criticam “inconstitucionalidades”.

Antes de chegar ao plenário, o projeto foi aprovado na terça-feira (20/5) pela Comissão de Meio Ambiente (CMA) e pela Comissão de Reforma Agrária (CRA). O PL foi analisado simultaneamente pelos dois colegiados, com a relatoria de Confúcio Moura (MDB-RO), na CMA, e de Tereza Cristina (PP-MS), na CRA. No início do mês, os senadores apresentaram um texto comum nas duas comissões. A versão convergente tem 61 artigos divididos em três capítulos. Desde que chegou ao Senado, em 2021, a proposição já recebeu 94 emendas. O projeto tem origem no Câmara, onde foi proposto, em 2004, pelo ex-deputado Luciano Zica — à época parlamentar pelo PT de São Paulo, hoje filiado ao PV.

Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas

É pelo licenciamento ambiental que o poder público autoriza a instalação, ampliação e operação de empreendimentos que utilizam recursos naturais ou podem causar impacto ao meio ambiente. A Política Nacional do Meio Ambiente, instituída pela Lei 6.938 em 1981, prevê os casos em que o instrumento deve ser exigido, mas, na prática, a regulamentação ainda depende de normas infralegais.

A maior parte das regras atualmente em vigor, como os tipos de licença e os procedimentos exigidos, estão estabelecidas por resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A justificativa dos defensores do projeto é que uma lei geral deve proporcionar maior segurança jurídica e facilitar o processo com a unificação de métodos e informações.

O que muda?

Dispensa: o projeto permite que empreendimentos de pequeno e médio porte, com potencial poluidor igualmente classificado como baixo ou médio, sejam dispensados de licença ambiental com base em informações autodeclaradas pelo empreendedor. Nesses casos, será possível recorrer à Licença por Adesão e Compromisso (LAC), atualmente existente apenas na esfera estadual.

Segundo o relatório, a LAC poderá ser aplicada a obras de ampliação de capacidade e pavimentação em instalações já existentes ou em faixas de domínio e servidão, além de dragagens de manutenção. Em outros tipos de empreendimento, caberá ao poder público decidir se essa modalidade é adequada. O texto também determina que a autoridade ambiental realize vistorias anuais por amostragem para verificar a regularidade dos empreendimentos licenciados via LAC.

Um dos pontos mais controversos do relatório é a possibilidade de dispensa de licenciamento ambiental para atividades agropecuárias. São os casos em que elas se encaixam em alguma das seguintes quatro categorias: cultivo de espécies agrícolas (sejam temporárias, semiperenes ou perenes), pecuária extensiva e semi-intensiva,  criação de animais de pequeno porte e pesquisas agropecuárias que não envolvam risco biológico.

Segundo o texto, essa dispensa só poderá ser aplicada a propriedades e posses rurais que estejam regularizadas ou em processo de regularização. Ainda assim, mesmo nos casos em que o licenciamento for dispensado, os responsáveis pelos empreendimentos continuam obrigados a cumprir outras exigências legais, como obter autorização para supressão de vegetação nativa, outorga de uso de recursos hídricos e demais licenças previstas na legislação.

A proposta também isenta os empreendimentos militares.

Infraestrutura: Os relatores modificaram o trecho da versão do projeto aprovada na Câmara que trata da Licença de Instalação (LI) para empreendimentos lineares. Isto inclui rodovias, ferrovias, linhas de transmissão, cabos de fibra ótica, subestações e outras infraestruturas associadas.

A nova redação permite que a LI inclua, a pedido do empreendedor, condicionantes que autorizem o início da operação imediatamente após a conclusão da fase de instalação. Para isso, será necessário apresentar um termo que comprove o cumprimento dessas condicionantes, assinado por um responsável técnica.

Licenças: O projeto traz, pela primeira vez, a LAC a nível federal. De natureza autodeclaratória, a licença é uma modalidade simplificada voltada a empreendimentos classificados como de pequeno ou médio porte e com baixo ou médio potencial poluidor. Além disso, o projeto autoriza o uso da LAC para licenciar serviços e obras de ampliação de capacidade e pavimentação em instalações já existentes ou localizadas em faixas de domínio e servidão. Os relatores também incluíram, nesse mesmo escopo, as dragagens de manutenção.

O projeto cria também a Licença Ambiental Única (LAU). A modalidade consolida, em uma única etapa, a autorização para instalação, ampliação e operação de empreendimentos, incluindo a aprovação das medidas de controle e monitoramento ambiental. Quando necessário, a LAU também pode estabelecer condicionantes para a desativação da atividade. No procedimento simplificado previsto pelo texto, a LAU pode ser aplicada isoladamente ou na forma de uma licença bifásica, que reúne duas etapas do licenciamento em um único ato administrativo.

Pena: O PL endurece as punições previstas na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) para quem executar obras ou atividades potencialmente poluidoras sem a devida licença ambiental, ou em desacordo com as normas legais e regulamentares. Atualmente prevista de dois meses a um ano de detenção, a proposta eleva a pena para um intervalo de seis meses a dois anos de detenção. Mantém a possibilidade de aplicação de multa, isolada ou cumulativamente. O texto ainda estabelece que a pena poderá ser dobrada nos casos em que o empreendimento exigir Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA).

Indígenas e quilombolas: O texto não considera como Terras Indígenas e territórios quilombolas áreas cuja regularização não foi concluída, de modo que não seriam consideradas para efeitos do licenciamento de empreendimentos e atividades econômicas que causem impacto nessas áreas. As Unidades de Conservação só serão consideradas se o impacto for direto.

No seu relatório à CRA, Tereza Cristina defendeu que o projeto garante “segurança jurídica e a previsibilidade para atração de investimentos e indução de desenvolvimento econômico e social para o País, sob bases sustentáveis”. Para Confúcio Moura, o texto resolve uma questão que é, hoje, uma “bagunça” no país.

Ambientalistas criticam “inconstitucionalidades”.

O Observatório do Clima enviou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), uma carta aberta contra a aprovação do PL 2159/21. A rede, composta por 130 organizações, incluindo Greenpeace, WWF e Oxfam Brasil, diz que a proposta é uma das mais prejudiciais ao meio ambiente em discussão no Congresso nas últimas quatro décadas.

Um dos principais alvos da crítica é a ampliação da LAC. O grupo cita a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceu que a modalidade só pode ser aplicada a atividades de baixo risco. A discussão ocorreu no Supremo nos julgamentos da “Pauta Verde”, conjunto de ações analisadas pela Corte que tinham tratavam da proteção ambiental.

A dispensa de licenciamento para um série de atividades agropecuárias é outro ponto considerado inconstitucional pelo Observatório, que também menciona precedentes do Supremo que reconhecem a possibilidade de impactos relevantes em atividades do setor.

Para a rede, a proposta também desarticula a gestão ambiental ao desvincular o licenciamento da necessidade de outorga para uso da água e de autorização para uso do solo. Em um dos artigos do PL, há a previsão de que o licenciamento ocorra de forma isolada, sem considerar a disponibilidade hídrica ou os impactos sobre o uso da terra, o que pode acirrar conflitos e comprometer a segurança hídrica.

As organizações consideram que o texto propõe limitar a responsabilidade do empreendedor em relação a danos causados pela sua própria atividade, inclusive em casos de grandes obras que estimulam desmatamento e sobrecarregam serviços públicos.

Na carta, dizem ainda que a aprovação do projeto não vai de encontro com o Acordo de Paris e que pode comprometer a credibilidade do Brasil no cenário internacional às vésperas da COP30, que ocorre no final do ano em Belém (PA).

“O país se prepara para sediar a COP30, um evento que deixa o Brasil no centro das atenções da comunidade internacional. A aprovação desse projeto vai comprometer seriamente a credibilidade ambiental do país. O texto sequer menciona a palavra ‘clima’ e, se aprovado, poderia impedir o cumprimento das metas de redução de emissões assumidas pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris”, afirmam.

Se aprovado no Senado, o projeto seguirá para sanção presidencial. Caso passe por modificações na Casa, deverá voltar à Câmara dos Deputados.

You Might Also Like

Carro capota e vocalista da banda Chicabana é hospitalizado no interior da Bahia

Término de Karoline Lima e Léo Pereira faz jogador tomar atitude drástica; saiba qual

Veja piloto humilhando e dando tapas na cara de homem após briga no trânsito. Vídeo

MPSC investiga morte de bebe afogado em piscina de casa de acolhimento 

Tarifaço corta guinada de exportação de café solúvel brasileiro 

Compartilhe esse artigo
Facebook Twitter Email Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Siga o Portal Nação

Nas redes Sociais
FacebookLike
TwitterSiga nas redes
YoutubeSubscribe
TelegramSiga nas redes

Newsletter semanal

Assine nossa newsletter para receber nossos artigos mais recentes instantaneamente!

Notícias populares

Dupla é presa por matar sargento da reserva da PM após desentendimento por locação de carro

30 de outubro de 2025
Chuvas intensas deixam mais de 150 regiões em estado de emergência no Peru 
Briga de casal termina com agressão, fuga pelo mar e carro depredado em Porto Seguro; assista
Policial militar e namorada são encontrados mortos em apartamento em Feira de Santana
Estudante de mestrado da USP é encontrada morta após desaparecer em terminal de ônibus: ‘Morreu como mais temia’
- Publicidade -
Ad imageAd image
  • Avisos legais
  • Política de privacidade
  • Gerenciamento de Cookies
  • Termos e condições
  • Parceiros

Todas as últimas notícias do Portal Nação direto na sua caixa de entrada

Aqui no Portal Nação, acreditamos em criar os melhores produtos para a indústria que cruzam o melhor design de software, experiência do usuário e funcionalidade.

Nosso site armazena cookies no seu computador. Eles nos permitem lembrar de você e ajudam a personalizar sua experiência em nosso site.
Leia nossa política de privacidade para maiores infromações.

Copyright © 2023-2024 Portal Nação | Todos os Direitos Reservados

Orgulhosamente ❤️ por HubCloud © 2024. Todos os Direitos Reservados
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?