23ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty acontece entre 30 de julho e 3 de agosto Entretenimento, #CNNPop, Festa Literária Internacional de Paraty, Flip, Literatura, Livros CNN Brasil
A 23ª edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) divulgou a programação completa de mesas e autores deste ano – com nomes como Arnaldo Antunes, Marina Silva, Rosa Montero, Sandro Veronesi, Cristina Rivera Garza e outros.
O autor homenageado do evento em 2025 será Paulo Leminsky, poeta brasileiro que representa a união entre o erudito e o popular em sua vasta obra. O autor – que também era ensaísta, biógrafo, músico, publicitário, judoca faixa-preta e tradutor – dedicou sua vida à arte da palavra e alcançou, com sua poesia, um público diverso e amplo.
A curadora da 23ª Flip é Ana Lima Cecilio, que também foi responsável pela programação do evento no ano passado. Em 2025, a Festa volta a seu período tradicional, entre os meses de julho e
agosto, após sofrer alterações no calendário por conta da pandemia.
Entre os destaques nacionais da programação, estão o músico e poeta Arnaldo Antunes, responsável pela mesa sobre Paulo Leminski; a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva; o jornalista e escritor Tiago Rogero, idealizador do “Projeto Querino”; o escritor e humorista Gregório Duvivier; a poeta Alice Ruiz, que foi companheira de Leminski; o poeta Sergio Vaz; entre outros.
A Flip 2025 também traz entre os destaques internacionais a escritora espanhola Rosa Montero, dona do sucesso “O perigo de estar lúcida”; o italiano Sandro Veronesi, autor de “O colibri”; a argentina María Negroni; a sueca Liv Strömquist; e mais.
Veja a programação completa da Flip 2025
Quarta-feira, 30 jul, às 19h
- Mesa 1 – Essa noite vai ter sol
Arnaldo Antunes
O músico e poeta Arnaldo Antunes fala sobre Paulo Leminski entre a prosa, a poesia e a música, atualizando seu legado para compreendermos a importância de um autor que pensou a língua e suas possibilidades com tanto engenho e alegria.
Quinta-feira, 31 jul, às 10h
- Mesa 2 – Caprichos e relaxos
Fabrício Corsaletti + Lilian Sais
Mediação: Tarso de Melo
Dois poetas que caminham muito bem entre a poesia e outros gêneros – o romance, a crônica – e que entendem a poesia não só como um exercício espontâneo, mas também desenhado com capricho para criar um projeto que faça sentido.
Quinta-feira, 31 jul, às 12h
- Mesa 3 – Tristes tramas
Anabela Mota Ribeiro + Neige Sinno
Mediação: Rita Palmeira
A partir de prosas estonteantes, o reconhecimento de um lugar de dor e de transformação de que só as mulheres são capazes, para produzir a partir daí liberdade, desejo, escolha e autonomia.
Quinta-feira, 31 jul, às 15h
- Mesa 4 – A casa, o mundo
Alia Trabucco Zerán + Lilia Guerra
Mediação: Micheline Alves
O trabalho doméstico, com sua marca de violência e desigualdade social, é uma das heranças mais nefastas da escravidão na América Latina, e é tema dessas duas autoras tão diferentes, que foram capazes de tratar do tema com brilhantismo.
Quinta-feira, 31 jul, às 17h
- Mesa 5 – Todas as formas
Mar Becker + Monique Malcher
Mediação: Nanni Rios
Em expressões muito distintas, a poesia e a prosa, a doçura e a crueldade, duas autoras com uma força narrativa impressionante se encontram na construção das possibilidades de uma nova literatura brasileira.
Quinta-feira, 31 jul, às 19h
- Mesa 6 – A extraordinária vida comum
Pedro Guerra + Sandro Veronesi
Mediação: Gabriela Mayer
Com a matéria-prima dos dias comuns, usada por esses autores, é possível construir a literatura mais genuína, com humor, melancolia e o reconhecimento da fragilidade e da maravilha da vida.
Quinta-feira, 31 jul, às 21h
- Mesa 7 – Pequenos países, grandes movimentos
Gaël Faye + GauZ’
Mediação: Adriana Ferreira Silva
Do Burundi e da Costa do Marfim à França, dois autores que encarnam o tema da imigração com tudo que ele mobiliza: a nostalgia, o encontro com o inesperado, a adaptação e, sobretudo, a construção de uma identidade no movimento.
Sexta-feira, 1 ago, às 10h
- Mesa 8 – Vide o verso
Alice Ruiz + Claudia Roquette-Pinto + Marília Garcia
Mediação: Fernando Luna
Poesia é música, contemplação, ensaio. Poesia dá ritmo, ajuda a pensar, mostra o mundo. Essas três poetas de gerações diferentes têm caminhos singulares e ajudaram a construir o panorama da poesia brasileira como conhecemos hoje.
Sexta-feira, 1 ago, às 12h
- Mesa 9 – O Brasil no espelho
Tiago Rogero + Ynaê Lopes dos Santos
Mediação: Juliana Borges
Dois dos mais importantes pensadores da questão racial no Brasil trazem à luz nossa pior herança, mas também a possibilidade de um acerto de contas decisivo para a construção de um país mais justo.
Sexta-feira, 1 ago, às 15h
- Mesa 10 – Tudo que desabrocha
Giovana Madalosso + Liv Strömquist
Mediação: Nanni Rios
Pensar os relacionamentos, o papel da mulher, os modos de estar no mundo são interesses dessas duas autoras, pensadoras da vida contemporânea, cada uma com sua forma especial de expressão.
Sexta-feira, 1 ago, às 17h
- Mesa 11 – Breve história do longo conflito
Ilan Pappe
Mediação: Arlene Clemesha
Um dos intelectuais mais relevantes que pensam o conflito na Palestina tem muito a dizer não apenas sobre a origem e os motivos da guerra, mas também sobre o que ela diz sobre a organização do mundo político hoje.
Sexta-feira, 1 ago, às 19h
- Mesa 12 – O lugar da floresta
Marina Silva
Mediação: Aline Midlej
Com mais de quatro décadas de militância e vida pública, Marina Silva é referência para diferentes gerações e conquistou um lugar de destaque como uma das personalidades mais importantes do mundo na luta pela preservação do meio ambiente. Ouvir sobre a sua trajetória é compreender profundamente a necessária resistência às políticas de devastação e compreender o papel do Brasil em ano de COP 30.
Sexta-feira, 1 ago, às 21h
- Mesa 13 – Palavras: vida e obra
Gregorio Duvivier
Um passeio performático pela vida íntima das palavras, esses seres fantásticos que nascem e morrem todos os dias e, entre uma coisa e outra, transam, trabalham, brigam, se divertem.
Sábado, 2 ago, às 10h
- Mesa 14 – Senhora Liberdade
Nei Lopes
Mediação: Luiz Antonio Simas
Maior estudioso da diáspora africana do Brasil, Nei Lopes é um intelectual imprescindível, escritor fértil e sambista fenomenal. Em conversa com Luiz Antonio Simas, fala de sua trajetória que se confunde com a história de um país que há séculos tenta se entender.
Sábado, 2 ago, às 12h
- Mesa 15 – Ser mulher na América Latina
Dahlia de La Cerda + Dolores Reyes
Mediação: Gabriela Mayer
Do México à Argentina, retratos de mulheres que, a despeito da violência e da crueldade, se mobilizam em amizade, amor e luta para construírem as próprias identidades.
Sábado, 2 ago, às 15h
- Mesa 16 – Pertencer, transformar
Astrid Roemer + Verenilde Pereira
Mediação Adriana Ferreira Silva
Duas escritoras veteranas narram as histórias de mulheres que, na luta pela liberdade, enfrentam a sociedade e a história de seus países como marcas de violência em seus corpos e suas vidas.
Sábado, 2 ago, às 17h
- Mesa 17 – Invenção, memória
Cristina Rivera Garza + María Negroni
Mediação: Guilherme Freitas
Subverter os gêneros literários, propor formas renovadas de literatura, resgatar a memória sempre viva e inventar realidades para acertar as contas com o passado: na experiência de duas escritoras geniais, nascem novas possibilidades de expressão.
Sábado, 2 ago, às 19h
- Mesa 18 – A ridícula ideia de estar lúcida
Rosa Montero
Mediação: Paulo Roberto Pires
Celebração de uma das escritoras mais originais e engenhosas da atualidade que, ao mesclar ficção e realidade, inventa um jeito todo próprio de pensar o mundo, a literatura, a criação artística e a possibilidade de transformação.
Sábado, 2 ago, às 21h
- Mesa 19 – Roçar a língua de Camões
Caetano Galindo + Ricardo Araújo Pereira
Mediação: Janaisa Viscardi
Unir dois pensadores da língua, um de cada lado do oceano, para entender que o nosso idioma se constrói a cada dia com movimento, humor, aprendizado, mistura e malemolência.
Domingo, 3 ago, às 10h
- Mesa 20 – Mesa Zé Kleber: Espalhar poesia
Luiz Perequê + Sergio Vaz
Mediação: Juliana Borges
Duas lideranças poéticas, para quem a poesia deve chegar até as pessoas, plenamente vestida do seu papel transformador, político, libertário: uma festa das palavras.
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