Ministro de Defesa afirmou que a zona abrigaria inicialmente cerca de 600 mil pessoas, que seriam forçadas a se deslocar Internacional, Faixa de Gaza, Israel, Oriente Médio CNN Brasil
O ministro da Defesa de israelense, Israel Katz, afirmou que instruiu os militares a prosseguir com os planos para o que ele chamou de “cidade humanitária”, construída sobre as ruínas de Rafah, no sul de Gaza, informou a mídia israelense.
Em entrevista coletiva na segunda-feira (7), Katz afirmou que a zona abrigaria inicialmente cerca de 600 mil palestinos deslocados, forçados por Israel a se retirar para a área de Al-Mawasi, na costa sul de Gaza.
Segundo o ministro, os palestinos que entrarem na zona serão submetidos a uma triagem para garantir que não sejam membros do Hamas. “Eles não terão permissão para sair”.
Plano de emigração
Katz então prometeu que Israel implementaria um plano, inicialmente proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para permitir que os palestinos saíssem de Gaza para outros países.
Políticos israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, apoiaram com entusiasmo o plano de emigração, embora nenhum país tenha manifestado publicamente sua disposição de participar.
Em um jantar com Trump na Casa Branca na segunda-feira, Netanyahu declarou: “Estamos trabalhando em estreita colaboração com os Estados Unidos para encontrar países dispostos a fazer o que sempre disseram: que querem dar aos palestinos um futuro melhor, e acho que estamos perto de encontrar vários países.”
Cidade administrada por Israel
A área para os palestinos deslocados será administrada por agências internacionais e não pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), segundo relatos da mídia israelense.
As Forças de Defesa de Israel protegeriam a área à distância, acrescentou Katz, em um plano que parece imitar o mecanismo de distribuição de ajuda da Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada pelos EUA e Israel. A GHF opera os centros de distribuição, mas as IDF os cercam militarmente.
No entanto, ainda não se sabe quais organizações concordariam em participar do plano de Katz, especialmente porque a maioria das organizações internacionais se recusa a participar dos centros de distribuição da GHF devido a preocupações com a imparcialidade e a segurança da população palestina.
Centenas de palestinos morreram tentando se aproximar dos centros de distribuição desde que começaram a operar há um mês, de acordo com autoridades de saúde de Gaza e as Nações Unidas.

