Movimento social questionou andamento da pauta na gestão petista. Segundo Ministério do Desenvolvimento Agrário, cerca de 14 mil novos lotes serão disponibilizados para assentamentos ainda este ano; meta é chegar aos 30 mil até dezembro Política, Luiz Inácio Lula da Silva (Lula), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) CNN Brasil
Após carta crítica do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) emitiu nota, nesta terça-feira (22), informando que a gestão atual retomou o ritmo da reforma agrária no país.
Segundo a pasta, até o final do ano, cerca de 14 mil novos lotes serão disponibilizados para assentamentos.
“A meta é criar 30 mil novos lotes ainda em 2025 e 60 mil até o final do mandato, o que representa metade de todas as 120 mil famílias acampadas em todo o Brasil”, afirma a pasta.
O movimento publicou, nesta segunda-feira (21), nas redes sociais, carta aberta à sociedade brasileira em defesa da reforma agrária popular e da soberania nacional.
No documento, a organização afirma que cerca de 400 mil famílias assentadas ainda aguardam pela implementação de políticas públicas que garantam a reforma. Na carta, intitulada “Lula, cadê a reforma agrária?”, o MST expressa sua insatisfação com o ritmo atual das ações governamentais no setor.
O movimento social disse ainda que “a morosidade do governo, por meio dos seus ministérios, em especial, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (INCRA), só aumenta o desânimo e potencializa ainda mais os conflitos sociais”.
Em oposição, o MDA afirma que “o preço médio das terras no Brasil subiu 113% nos últimos cinco anos”.
“Respeitamos o papel dos movimentos sociais de reivindicar, mas a verdade é que o governo Lula 3 caminha para bater recordes históricos na reforma agrária”, diz a pasta, em nota.
A manifestação do MST foi publicada em alusão ao Dia do Trabalhador e da Trabalhadora Rural, celebrado em 25 de julho.
O movimento disse em publicação que o objetivo do documento é “pautar o governo Lula pelo avanço das políticas de reforma agrária”. Assim, coloca em destaque a pressão dos movimentos sociais por posição mais severa do governo a respeito da questão agrária.
*Sob supervisão de Mayara da Paz

