Enquanto isso, Israel avalia expandir ofensiva no território palestino; crise humanitária se agrava Internacional, Faixa de Gaza, Fome, Guerra de Israel, Israel CNN Brasil
O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, que é ligado ao Hamas, relatou 138 mortes nas últimas 24 horas, o maior número em semanas, enquanto Israel avalia se tentará capturar o restante do território.
As vítimas dessa quarta-feira (6) elevam o total de palestinos mortos desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023, para 61.158, informou a pasta. Há também 151.442 feridos. Muitas vítimas permanecem presas sob os escombros, ainda segundo o ministério.
Enquanto isso, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, avalia se vai expandir as operações militares em Gaza, e o Hamas exige que a crise humanitária seja resolvida antes do retorno às negociações de cessar-fogo.
O gabinete de segurança israelense deve discutir planos para uma “conquista” do território em uma reunião nesta quinta-feira (7).
Fome se espalha em Gaza
Com a continuação dos combates, a fome se espalha pela Faixa de Gaza, e mais pessoas morrem de desnutrição.
De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, cinco pessoas morreram de fome nas últimas 24 horas, elevando o total de mortos por inanição e desnutrição para 193, incluindo 96 crianças.
A Cogat, agência israelense responsável por levar ajuda humanitária a Gaza, informou que cerca de 300 caminhões entraram no território e foram coletados e distribuídos pela ONU e organizações internacionais na terça-feira.
Além disso, ressaltaram que 110 paletes de ajuda humanitária foram lançados por via aérea em cooperação com os Emirados Árabes Unidos, Egito, Jordânia, Alemanha, Canadá e Bélgica.
No entanto, a Assessoria de Imprensa, controlada pelo Hamas, informou que 84 caminhões chegaram ao enclave na terça-feira, destacando que são necessários pelo menos 600 caminhões de ajuda humanitária e combustível diariamente para atender às necessidades básicas da população.

