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A construtora MRV encerrou o pregão desta quarta-feira (13) com a maior alta da bolsa de valores brasileira: ganho de 6,63%, com a ação cotada em R$ 6,92.
O balanço financeiro referente ao segundo trimestre, publicado ontem, trouxe “novidades positivas vindo do segmento de incorporação de habitação”, afirmou ao CNN Money Ricardo Paixão, CFO da MRV.
“O que impulsionou foi uma melhora recorrente da operação brasileira”, pontuou Paixão, destacando a aumento de lançamentos, o recorde de vendas, a recuperação da margem bruta – que tem tendência de seguir em alta – e o incremento do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no período.
Logo após a divulgação dos resultados, os analistas do setor imobiliário da XP adiantavam que o desempenho acima do esperado da operação brasileira poderia se refletir em ganhos no pregão.
“Acreditamos que as operações brasileiras surpreenderam positivamente, apoiadas por (i) um crescimento da receita impulsionado pela melhora nos indicadores operacionais e (ii) uma trajetória contínua de recuperação das margens, mesmo excluindo os efeitos externos, resultando em um crescimento dos lucros acima do esperado”, diz a XP.
“Embora os resultados da MRV Brasil continuem pressionados em relação aos seus pares, acreditamos que as expectativas do mercado para os resultados do segundo trimestre de 2025 estavam desancoradas, e a recuperação positiva da MRV Inc. poderia provocar uma reação favorável do mercado.”
Na divulgação do balanço, a companhia ressaltou que o mercado de habitação econômica está no “melhor momento de sua história” em meio aos incentivos do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. O destaque também foi reconhecido pelos analistas do BTG Pactual, que falam em uma “melhoria bem-vinda nas operações do MCMV”.
“Em nossa opinião, o dado mais importante dos resultados do segundo trimestre foi a margem das operações no Brasil (uma vez que o fluxo de caixa e os números operacionais já haviam sido divulgados). A MRV registrou margem bruta ajustada de 33,7% no segundo trimestre […], em linha com nossa estimativa”, escreveram em relatório.
O segmento de incorporação do grupo registrou lucro líquido ajustado de R$ 125,5 milhões no segundo trimestre, alta de 64,9% ano a ano.
Como um todo, a MRV&Co apurou um prejuízo líquido ajustado de R$ 774,7 milhões no período, sobretudo por conta da subsidiária norte-americana Resia, que está em processo de reestruturação e registrou um prejuízo líquido ajustado de R$ 886,9 milhões nos três meses encerrados em junho.
Por outro lado, o Santander indica que o mercado deve se concentrar na recuperação “contínua” das operações no Brasil, em detrimento dos resultados da operação no exterior.
“Reiteramos nossa classificação de desempenho superior para a MRV, mas reconhecemos que uma recuperação adicional da margem bruta e da dinâmica de geração de caixa será fundamental para que a ação continue a apresentar um bom desempenho”, pontua o banco em relatório.
Os analistas do BTG avaliam que “o pior já passou, já que a perda massiva do segundo trimestre representa todos os projetos que serão entregues em 2025-26, o que significa que sua contribuição para o resultado será próxima de zero”.
Com informações de Reuters
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