Analista de política Clarissa Oliveira avaliou no Live CNN que medida estabelece que decisões judiciais de outros países só podem ser executadas no Brasil mediante homologação, reforçando princípios da soberania nacional Política, -transcricao-de-videos-, Governo Federal, Política internacional, STF (Supremo Tribunal Federal) CNN Brasil
Em decisão proferida na última segunda-feira (18), Flávio Dino estabeleceu que leis ou decisões judiciais de outros países não produzem efeitos em território brasileiro. A decisão, embora relacionada a uma ação do setor de mineração, tem amplitude que se estende a todos os casos similares no sistema jurídico brasileiro. A análise é de Clarissa Oliveira no Live CNN.
A medida reafirma dois pontos fundamentais: decisões judiciais estrangeiras só podem ser executadas no Brasil após devida homologação, e leis estrangeiras não têm efeito sobre pessoas naturais por atos praticados em território nacional. Isso se aplica também a atos administrativos, ordens executivas e diplomas similares.
Impactos práticos da decisão
A determinação afeta diretamente relações jurídicas celebradas no Brasil, bens situados, depositados ou guardados no país, assim como empresas que atuam em território nacional. Um exemplo prático dessa aplicação envolve as regras para redes sociais, que podem ser mais flexíveis em outros países, mas devem seguir a legislação brasileira quando operam no Brasil.
No entanto, a decisão gera questionamentos específicos em relação a instituições financeiras transnacionais. Por captarem recursos fora do Brasil, essas organizações operam em uma zona de indefinição que pode gerar insegurança jurídica quanto à aplicabilidade das normas.

