Análise de Jussara Soares, no CNN Prime Time, destaca que os fatos apontados no relatório da Polícia Federal ocorreram antes da prisão domiciliar já em vigor, o que reduz as chances de aplicação de uma medida mais severa neste momento Política, -transcricao-de-videos-, Jair Bolsonaro, politica, Prisão CNN Brasil
A possibilidade de uma prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não deve se concretizar neste momento, mesmo após a divulgação do mais recente relatório da Polícia Federal. A avaliação leva em conta diversos fatores, incluindo o timing dos eventos investigados. A análise é de Jussara Soares no CNN Prime Time.
Um dos principais aspectos considerados é que os fatos apresentados no relatório são anteriores ao atual regime de prisão domiciliar de Bolsonaro. Esta medida já foi implementada como consequência do descumprimento de regras anteriormente impostas, não constituindo, portanto, novos elementos para uma eventual prisão preventiva.
Advogados próximos ao processo e aliados avaliam que uma determinação de prisão preventiva às vésperas do julgamento da trama golpista não seria viável neste momento. A expectativa é que qualquer medida mais severa ocorra apenas após uma eventual condenação.
A atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos tem gerado complicações adicionais ao caso. Anteriormente, existia a percepção de que Bolsonaro poderia, mesmo se condenado, cumprir pena em regime domiciliar, inclusive por questões de saúde. No entanto, o cenário atual indica a possibilidade de uma pena mais rigorosa.
O julgamento está marcado para começar em 2 de setembro, com cinco dias de audiências previstos. Entre pessoas próximas a Bolsonaro, existe a percepção de que uma condenação é provável, assim como o cumprimento de pena em estabelecimento prisional, sem o benefício imediato do regime domiciliar.

