Roberta Cristina Veloso Fernandes teria participado do planejamento e da execução dos crimes que deixaram quatro vítimas entre janeiro e maio deste ano São Paulo, -agencia-cnn- CNN Brasil
A Polícia Civil de São Paulo indiciou, nesta terça-feira (14), Roberta Cristina Veloso Fernandes, irmã gêmea da mulher apontada como a “serial killer” suspeita de matar quatro pessoas envenenadas entre janeiro e maio deste ano, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ela é investigada por ter ajudado a irmã na execução dos crimes.
As vítimas são Marcelo Hari Fonseca, Maria Aparecida Rodrigues, Neil Corrêa da Silva e Hayder Mhazres, conforme ações penais que tramitam na Justiça de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde os casos foram registrados.
De acordo com o inquérito policial, na morte de Marcelo Hari Fonseca, Roberta teria ajudado a irmã a “limpar o lixo” e comentado o fato com terceiros. Na morte de Maria Aparecida, ela esteve presente no último contato alimentar da vítima.
Em relação a Neil Corrêa da Silva, Roberta teria participado do planejamento do crime, discutido detalhes da execução e orientado a irmã sobre como agir para evitar rastros que pudessem incriminá-las.
Já no caso de Hayder Mhazres, Roberta teria atuado na manipulação inicial, no planejamento do assassinato e na tentativa de obter vantagens patrimoniais após a morte da vítima.
Entenda caso da feijoada envenenada
O crime que deu notoriedade ao caso foi o assassinato de Neil Corrêa da Silva, de mais de 60 anos, ocorrido em 26 de abril de 2025, em Duque de Caxias, RJ. Neil foi morto após ingerir uma feijoada envenenada.
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A investigação policial apontou que Michele Paiva da Silva, filha de Neil, financiou a viagem de Ana Paula de Guarulhos para o Rio de Janeiro com o objetivo de executar o pai.
Feijoada envenenada: suspeita já processou empresa de alimentos
Ana Paula confessou ter usado o alimento para administrar o veneno, mencionando que a vítima comeu apenas “duas colheres” do prato.

