John Mcnamara ressalta que a imposição de tarifas altas é uma decisão exclusiva de Trump ao país sul-americano Macroeconomia, -agencia-reuters-, CNN Brasil Money, Colômbia, tarifas EUA CNN Brasil
O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia afirmou nesta terça-feira (21), que a reunião da noite passada entre o presidente colombiano Gustavo Petro, o encarregado de negócios americano, John McNamara, e o embaixador da Colômbia nos EUA, Daniel Garcia-Pena, foi um primeiro passo para a solução de um impasse bilateral entre os dois países.
No comunicado divulgado, o ministério ressaltou a fala de McNamara, que enfatizou a imposição de tarifas mais altas pelos EUA à Colômbia como uma decisão exclusiva do presidente Donald Trump.
Após o anúncio do presidente americano, feito na segunda-feira (20), sobre o aumento das tarifas sobre a Colômbia e a interrupção de todos os pagamentos ao embaixador colombiano, o país-sul americano chamou Garcia-Pena de volta de Washington.
O discurso intensifica uma disputa decorrente de ataques militares dos EUA a embarcações que supostamente transportavam drogas.
No domingo (19), Trump também classificou, o presidente Gustavo Petro como “líder do tráfico ilegal de drogas”, o que o governo colombiano descreveu como ofensivo, marcando um novo episódio das relações tensas entre Bogotá e Washington.
O presidente colombiano, no entanto, se opôs aos ataques militares dos EUA contra embarcações no Caribe, que mataram dezenas de pessoas e agravaram as tensões na região. Muitos especialistas da área jurídica e ativistas de direitos humanos também condenaram as ações militares.
Para o Ministério das Relações Exteriores, é desejável que os dois países continuem a se coordenar na luta contra as drogas ilegais. Petro também reiterou o compromisso da Colômbia em expandir os programas de substituição de cultivos ilegais como a coca, durante a reunião “longa, franca e construtiva”.
O comunicado acrescentou ,no entanto, que os EUA devem basear suas decisões em números precisos sobre o cultivo de coca e a produção de cocaína, reforçando também os comentários do presidente colombiano de que medições anteriores continham erros que agora foram reconhecidos pelas Nações Unidas.
“O governo atual apreendeu mais do que qualquer outro, não apenas em volume, mas em relação ao crescimento da cultura de coca”, afirmou o comunicado. O texto também informou que a cultura de coca cresceu apenas 3% em 2024.

