Deputados Carlos Jordy e Tarcísio Motta divergem sobre a eficiência das ações policiais de grande porte no combate às facções criminosas no Rio de Janeiro Política, -transcricao-de-videos-, Crime, Polícia, Segurança Pública, Violência CNN Brasil
A mais letal operação policial da história do Rio de Janeiro, que resultou em 64 mortes, reacendeu o debate sobre a eficácia das megaoperações no combate às facções criminosas. A ação também registrou quatro policiais mortos e dois moradores feridos. Os deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ) debateram o assunto no CNN Arena.
A operação resultou na apreensão de 81 suspeitos e 93 fuzis. No entanto, a alta letalidade da ação levantou questionamentos sobre os métodos empregados e a real efetividade dessas intervenções no combate ao crime organizado.
Jordy defendeu a operação, classificando-a como “muito eficiente e eficaz”. Segundo ele, o Rio de Janeiro vive uma situação caótica, com 56% do território dominado por facções criminosas, justificando ações mais incisivas por parte das forças de segurança.
Em contraposição, Motta questionou a eficiência das megaoperações, argumentando que as maiores apreensões de armas da história do Rio foram realizadas sem disparos, através de trabalho de inteligência. Ele citou casos como as apreensões realizadas no aeroporto do Galeão e na Barra da Tijuca.
Questão dos “danos colaterais”
O debate também abordou a questão dos chamados “danos colaterais” – termo usado para se referir a moradores feridos durante operações policiais.
Jordy afirmou que cabe às autoridades responder se os mais de 60 mortos pertencem a organizações criminosas. Para o deputado, a polícia exerceu seu dever legal durante a ação, e a resposta dos criminosos demonstra que eles estavam errados.
Motta criticou a falta de um gabinete de crise durante a operação, que, segundo informações oficiais, foi planejada por 60 dias. Para ele, o enfrentamento ao crime organizado deve priorizar o uso de inteligência e tecnologia, visando sufocar o poder político e econômico das organizações criminosas.

