Com menos chuvas e maior desmatamento, produção de frutas como bacuri e cupuaçu tem diminuído na região. Comerciantes do Ver-o-Peso, entrevistados por Carol Nogueira no Live CNN, relatam impactos na sazonalidade Nacional, -transcricao-de-videos-, Amazônia, Meio ambiente, Mudanças climáticas CNN Brasil
As mudanças climáticas têm afetado significativamente a produção e disponibilidade de frutas típicas da região amazônica em Belém do Pará. Comerciantes do mercado Ver-o-Peso, tradicional ponto turístico da cidade, relatam alterações nos ciclos de produção de frutas como bacuri e cupuaçu, que atualmente se encontram fora de safra. A apuração é de Carol Nogueira no Live CNN.
De acordo com Thiago Barros, comerciante com 20 anos de experiência no Ver-o-Peso, a maioria dos plantios de frutas regionais não possui sistema de irrigação, dependendo exclusivamente do regime de chuvas. “Quando há um ano com menos chuva, há escassez. Então, não tem uma produção das polpas, das frutas no geral”, explica.
Impacto no extrativismo
O bacuri, uma das frutas mais apreciadas e caras da região, custando R$ 60 o quilo, tem sido especialmente afetado. “A maioria do manejo do bacuri é de extrativismo, ele é de área de mata. Então, com pouca chuva e maior número de desmatamento, a produção está diminuindo bastante”, ressalta Barros.
A escassez das frutas in natura tem levado os comerciantes a comercializarem principalmente polpas congeladas das safras anteriores. O bacuri, por exemplo, requer cerca de 40 frutos para produzir um quilo de polpa, tornando o produto ainda mais valioso e escasso.
Para atender à demanda turística, especialmente durante grandes eventos na cidade, os comerciantes têm se adaptado, oferecendo as frutas em diferentes formatos, como polpas, sucos e até mesmo em produtos artesanais como licores e bombons, permitindo que visitantes experimentem os sabores amazônicos mesmo fora do período de safra.
“A expectativa para a COP30 é grande, até por conta desse turismo gastronômico, as pessoas querem entender e vivenciar a Amazônia e seus sabores”, afirma Barros, em entrevista.

