Caso acontece dias após o governo peruano romper relações diplomáticas com o mexicano Internacional, Claudia Sheinbaum, México, Peru CNN Brasil
O Congresso do Peru declarou a presidente do México, Claudia Sheinbaum, persona non grata nesta quinta-feira (6), citando o que considera “interferência inaceitável nos assuntos internos do país”.
Sheinbaum é a segunda chefe de Estado a ser declarada persona non grata pelo Congresso peruano.
Em maio de 2023, o Parlamento do país aprovou uma medida semelhante contra o ex-presidente Andrés Manuel López Obrador por suas “declarações inaceitáveis”, que, segundo a decisão, constituíram “uma violação do princípio da não interferência” após ele ter expressado apoio ao ex-presidente Pedro Castillo.
O governo peruano deve anunciar nesta sexta-feira (7) se concederá ou não salvo-conduto a Betsy Chávez, ex-primeira-ministra durante o governo de Pedro Castillo, conforme declarou o presidente peruano, José Jerí, à CNN com exclusividade.
Chávez encontra-se atualmente sob asilo na residência da embaixada mexicana no Peru, anunciou o Ministério das Relações Exteriores peruano na segunda-feira (3).
Após confirmar a informação, o ministro das Relações Exteriores Hugo de Zela anunciou a decisão do governo peruano de romper relações diplomáticas com o México.
Na quarta-feira (5), de Zela disse à CNN que está analisando como a Convenção de Caracas sobre asilo diplomático está sendo aplicada.
“Minha percepção pessoal, e isso é algo que nossos especialistas jurídicos confirmarão, é que há uma interpretação equivocada dessa convenção”, pontuou.
Ele acrescentou que, quando entrou em vigor, “seu propósito era proteger os habitantes das Américas da perseguição política, mas houve vários casos em que ela foi usada para pessoas que cometeram crimes comuns, e isso altera o objetivo para o qual essa convenção foi criada”.
Betssy Chávez está sendo julgada pelos crimes de rebelião e conspiração contra o Estado, juntamente com o ex-presidente Pedro Castillo, que dissolveu inconstitucionalmente o Congresso peruano em 7 de dezembro de 2022.
A então presidente do Conselho de Ministros estava presente no Palácio do Governo quando Castillo fez seu pronunciamento à nação, numa tentativa de instaurar estado de emergência. Chávez negou seu envolvimento e rejeitou as acusações.

