Ullisses Campbell, autor dos livros que inspiraram a produção do Prime Video, defende que a série humaniza os detentos sem glamourizar os crimes cometidos Entretenimento, -transcricao-de-videos-, Crime, Televisão, Tremembé CNN Brasil
A série “Tremembé“, baseada nos livros do jornalista Ullisses Campbell sobre criminosos famosos, alcançou o top 5 da Prime Video e gerou intenso debate sobre a forma como retrata a vida dos detentos na penitenciária paulista.
Campbell defende que a produção não glamouriza os crimes, mas humaniza os personagens ao mostrar sua rotina no presídio. “Não é porque a pessoa cometeu um crime brutal que ela deixa de ser humana. A série mostra como é a convivência deles, trabalhando, namorando, jogando futebol”, explica.
Polêmicas e bastidores
A série provocou reações diversas entre os próprios detentos retratados. Cristian Cravinhos, um dos protagonistas, contestou a forma como seu relacionamento homoafetivo foi apresentado na produção. Outro detento chegou a reclamar do ator escolhido para interpretá-lo, demonstrando o aspecto narcisista que Campbell identifica em alguns presidiários.
O processo de apuração para os livros e a série envolveu um extenso trabalho burocrático. “Eu peço autorização para a Justiça. Como já conhecem meu trabalho, facilita o processo”, explica Campbell. Atualmente, segundo o autor, são os próprios detentos que o procuram, interessados em ter suas histórias registradas.
A série foi desenvolvida por uma equipe de roteiristas que inclui, além de Campbell, Vera Egito, Juliana Rosenthal, Thaís Verbe e Maria Isabel Iori. O livro “Tremembé, Presídio dos Famosos“, que serviu de base para a produção, permanece há dez semanas na lista dos mais vendidos.

