O réu confesso Luiz Carlos Rodrigues dos Santos atacou a gerente a tiros em um restaurante na praça de alimentação de um shopping em João Pessoa (PB), após não ser selecionado para a vaga que disputava Paraíba, -agencia-cnn-, Assassinato, Ministério Público, PM (Polícia Militar) CNN Brasil
O réu confesso Luiz Carlos Rodrigues dos Santos foi condenado, nesta segunda-feira (17), a 40 anos, seis meses e 19 dias de prisão pelo 1º Tribunal do Júri da Capital, em João Pessoa (PB), por matar a gerente Mayara Valéria de Barros Ramalho Lemos Siqueira em um restaurante da praça de alimentação de um shopping no bairro de Mangabeira, no ano passado. Segundo a denúncia do MPPB (Ministério Público da Paraíba), ele atacou a vítima a tiros após não ser selecionado para a vaga de emprego que disputava no estabelecimento administrado pela gerente.
O julgamento, que começou às 9h desta segunda-feira, durou todo o dia e terminou com a condenação do homem por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, cárcere privado e porte de arma e munições de uso restrito. Os jurados rejeitaram todas as teses apresentadas pela defesa, que pedia o reconhecimento de homicídio privilegiado, legítima defesa putativa e a desclassificação do porte de arma.
De acordo com a acusação, Luiz Carlos chegou ao centro de compras armado com um revólver calibre .38 e 44 munições. Ele procurou a gerente sob o pretexto de conversar sobre o processo seletivo para o qual havia sido avaliado dias antes. No entanto, segundo o Ministério Público, o réu sacou a arma e efetuou diversos disparos contra a vítima logo após ser informado de que não havia sido selecionado.
Imagens de câmeras de segurança mostraram que Mayara foi surpreendida e não teve chance de defesa. Mesmo após a vítima cair, Luiz Carlos continuou atirando. O ataque provocou pânico entre clientes e funcionários da praça de alimentação. Na sequência, o réu invadiu o restaurante, manteve um funcionário refém e recarregou a arma. Ele também atirou contra o segurança Daniel Sales de Miranda, que conseguiu se abrigar e sobreviveu. O funcionário feito refém, Vinícius Valdevino dos Santos, só foi liberado após a chegada de equipes policiais.
Homem mata gerente de loja após não conseguir vaga de emprego
Em depoimento, Luiz Carlos afirmou ter agido em “situação de necessidade” e disse que havia ido ao estabelecimento “cobrar uma oportunidade de emprego”. Ele também declarou que a arma estava em sua posse havia cerca de 30 anos. Contudo, a versão não convenceu os jurados.
Na sentença, o juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior destacou a premeditação, o elevado potencial ofensivo da conduta e o risco coletivo gerado pelos disparos em um ambiente fechado e movimentado. O magistrado também considerou a “futilidade” do motivo, conforme apontado pela denúncia.
Como a pena ultrapassa 15 anos, o Código de Processo Penal determina o início imediato do cumprimento em regime fechado. A Defensoria Pública da Paraíba, responsável pela defesa do réu, informou que vai recorrer da decisão.

