Autarquia afirma que itens pré-testados não comprometem o exame, após surgirem imagens de questões idênticas às da prova de 2025 Educação, Enem, INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), MEC (Ministério da Educação) CNN Brasil
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) afirmou nesta terça-feira (25) que nenhuma outra questão do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2025 será anulada.
Mensagens trocadas por Edcley com o grupo de mentoria dele no WhatsApp em 14 de março mostram que o estudante de medicina compartilhou ao menos uma pergunta que caiu na prova de novembro de forma muito similar.
O enunciado apresentado por Edcley: “Você tem 10 ml de uma solução com concentração de 99,95% de água e o restante de cloro. [De] quantos mililitros de água pura você precisaria adicionar a essa solução para que a concentração de água passe a ser de 99,90%?”. A resposta era 5.
No Enem, essa mesma questão apareceu na prova de matemática de forma muito similar. O teste oficial apresentava uma solução de 10 ml com concentração de 99,95% de água e pedia o volume de água que deveria ser adicionado para reduzir a concentração para 99,90%. A alternativa considerada correta pelo gabarito oficial do Inep era a alternativa correspondente a 5 ml.

Edcley disse em entrevista ao “Fantástico” no domingo (23) que percebeu que o Prêmio Capes de Talento Universitário, do qual ele participou, utilizava questões que serviam como pré-teste do Enem.
Ele teria estruturado um esquema para obter itens pré-testados do Enem ao estimular universitários a fazer a prova. Ele oferecia pequenos pagamentos para que eles memorizassem questões, reuniu esses relatos para formar um banco próprio de itens, utilizou o material em aulas e mentorias e, posteriormente, passou a comercializar parte desse conteúdo.
Edcley não respondeu aos questionamentos feitos pela CNN Brasil até a conclusão deste texto.
O que diz a Polícia Federal
A Polícia Federal foi questionada sobre a inclusão dessas duas novas questões no inquérito e se as mensagens integram o material obtido nos aparelhos apreendidos no domingo (23). Em nota, limitou-se a informar que “a PF não se manifesta sobre investigações em andamento”.

