O presidente americano lidera esforços para colocar fim à guerra que já dura quase quatro anos; negociações estão em andamento Internacional, EUA, Putin, Rússia, Trump, Ucrânia CNN Brasil
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira (26) que acredita que os Estados Unidos entendem a complexidade de se chegar a um acordo de paz na Ucrânia.
Putin, que está em visita de Estado oficial ao Quirguistão, discursava em uma reunião bilateral com seu homólogo bielorrusso, Alexander Lukashenko.
Os dois líderes realizaram conversações em Bishkek na véspera de uma cúpula dos países membros da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), liderada pela Rússia.
O presidente russo não forneceu mais detalhes sobre a retomada dos contatos e das negociações com autoridades americanas com o objetivo de chegar a um acordo para pôr fim à guerra na Ucrânia.
Mais cedo, o Kremlin informou que o enviado do presidente do presidente EUA, Donald Trump, Steve Witkoff, viajará a Moscou na próxima semana com outros altos funcionários americanos para conversas com autoridades russas sobre um possível plano de paz para a Ucrânia.
Trump está liderando os esforços para garantir um acordo que ponha fim a uma guerra que já dura quase quatro anos, desde que o presidente russo Vladimir Putin enviou dezenas de milhares de soldados para a Ucrânia em fevereiro de 2022.
Os detalhes de um plano de paz apoiado pelos EUA, que vieram à tona na semana passada, alarmaram autoridades ucranianas e europeias, que temiam que ele favorecesse fortemente Moscou ao ceder a exigências russas importantes.
Alguns dos pontos mais preocupantes são a proibição da entrada da Ucrânia na OTAN, a consolidação do controle de Moscou sobre um quinto da Ucrânia e a limitação do tamanho do exército ucraniano.
Após autoridades americanas e ucranianas tentarem reduzir as divergências sobre o plano, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou na terça-feira (25) que Kiev estava pronta para avançar com uma estrutura apoiada pelos EUA para o fim da guerra.
O líder ucraniano também pediu que as negociações envolvessem aliados europeus.
Trump disse na semana passada que Zelensky poderia concordar com o plano dos EUA ou “lutar com todas as suas forças”, mas desde então recuou da ideia de estabelecer um prazo final rígido.

