Reunião da organização, que produz metade do petróleo mundial, ocorre em meio a um novo esforço dos EUA para intermediar um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia Macroeconomia, CNN Brasil Money, Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Petróleo Brent, Petróleo WTI CNN Brasil
Os países da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) concordaram em manter as cotas de produção de petróleo estáveis para todo o grupo em 2026 em uma reunião realizada neste domingo (30), e também concordaram com um mecanismo para avaliar a capacidade máxima de produção de petróleo dos membros, disse o cartel em um comunicado.
Oito países do grupo, que realizaram uma reunião separada, também chegaram a um acordo de princípio para manter a pausa nos aumentos de produção durante o primeiro trimestre de 2026, segundo uma fonte da Opep+ e uma pessoa familiarizada com as negociações.
A reunião da organização, que produz metade do petróleo mundial, ocorre em meio a um novo esforço dos EUA para intermediar um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, o que poderia aumentar a oferta de petróleo caso as sanções contra a Rússia sejam atenuadas. Ministros iniciaram uma série de reuniões online, disseram duas fontes.
Caso o acordo de paz fracasse, a Rússia poderá ter seu fornecimento ainda mais restringido por sanções. A Opep+ reúne a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, liderados pela Rússia.
Mais de 3 milhões de barris por dia de cortes de produção ainda estão em vigor.
O petróleo Brent fechou na sexta-feira (30) próximo de US$ 63 o barril, uma queda de 15% neste ano.
A Opep+ suspendeu os aumentos na produção de petróleo para o primeiro trimestre de 2026, após ter liberado cerca de 2,9 milhões de barris por dia no mercado desde abril de 2025.
O grupo ainda mantém cerca de 3,24 milhões de barris por dia de cortes na produção , o que representa cerca de 3% da demanda global, e a reunião de domingo não alterou esses números.
A Opep afirmou que o grupo aprovou um mecanismo para avaliar a capacidade máxima de produção dos membros, que será utilizado para definir as cotas de produção a partir de 2027.
O cartel vem discutindo o assunto há anos, e isso se mostrou difícil porque alguns membros, como os Emirados Árabes Unidos, aumentaram a capacidade produtiva e desejam cotas mais elevadas.
Outros membros, como os países africanos, têm registado declínios na capacidade de produção, mas resistem aos cortes nas quotas. Angola abandonou o grupo em 2024 devido a um desacordo sobre as suas cotas de produção.
Datafolha: 43% dos brasileiros não guardam dinheiro para imprevistos

