Tarifaçod e Trump, crise de confiança no governo e juros em dois dígitos marcaram os últimos 12 meses Macroeconomia, Dólar, estilo-cnn-money, IPCA, Juros, PIB, Taxa de desemprego CNN Brasil
O noticiário econômico não teve trégua em 2025 com a imposição — e depois recuo — do tarifaço de Donald Trump, a crise de confiança dos investidores com a política fiscal do governo, a manutenção dos juros em dois dígitos, entre outros tantos fatos que marcaram os últimos 12 meses.
A variação dos indicadores exemplifica os desafios do ano que passou, com surpresas positivas, como a inflação caminhando para o teto da meta e o desemprego recuando para mínimas históricas.
Confira abaixo o que aconteceu com a economia brasileira em 2025 em cinco gráficos.
PIB
Como já esperado pelos analistas, a atividade econômica perdeu força em 2025 após avanço de 3,4% em 2024 — o terceiro ano seguido de crescimento —, com juros no maior patamar em quase duas décadas.
Para esse ano, a expectativa do mercado é avanço de 2,26%.
Os sinais de enfraquecimento foram vistos ao longo dos meses, com a queda gradual do PIB (Produto Interno Bruto), apesar de os resultados ainda se manterem no campo positivo.
Juros
Os juros em dois dígitos voltaram ao centro do debate em 2025 logo no início do ano, quando o BC (Banco Central) retomou o ciclo de alta. Em junho, o Copom (Comitê de Política Monetária) fez o último ajuste para cima, colocando a Selic no atual patamar de 15%.
A queda da inflação, sobretudo na metade final do ano, gerou expectativa de um alívio nas taxas ainda no fim de 2025, mas as esperanças foram frustradas com um tom ainda duro do colegiado.
Além de não afrouxar a política monetária, o BC evitou dar sinais para o início do esperado ciclo de baixa.
Inflação
A queda da inflação foi uma das surpresas positivas nos indicadores da economia em 2025, caminhando para fechar o ano no teto da meta perseguida pelo BC, de 3,5% — com margem para 1,5 ponto para cima ou para baixo.
Após bater pico de 5,53% no acumulado de 12 meses em abril, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) rumou para baixo, chegando a 4,46% em novembro, última publicação do IBGE.
Para o ano, a expectativa é fechar em 4,32%.
As regras para cumprir a meta mudaram neste ano, com a autoridade monetária perseguindo uma meta contínua, e não mais o IPCA observada no dia 31 de dezembro de cada ano.
Com a alteração, o BC só descumprirá a meta se o acumulado de 12 meses ficar fora do intervalo proposto ao longo de seis meses consecutivos.
Taxa de desemprego
O mercado de trabalho mostrou resiliência em 2025, com quedas seguidas do desemprego para as mínimas históricas, contornando a pressão dos juros.
Câmbio
O câmbio foi outra surpresa positiva nos indicadores em 2025. Após o abrir o ano acima de R$ 6, na esteira do pico de desconfiança do governo com a política fiscal ao fim de 2024, o dólar foi perdendo terreno contra o real e encerrou com queda de 11%, abaixo de R$ 5,50.
No cenário internacional, o câmbio foi bastante impactado pela política de Donald Trump, sobretudo com a perda da confiança nas instituições dos EUA.

