Ministro do STF considerou avaliação da Polícia Federal sobre estado de saúde do ex-presidente, que indicou ferimentos leves e sem necessidade de encaminhamento hospitalar; análise é de Teo Cury no CNN 360° Política, -transcricao-de-videos-, Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro, Polícia Federal CNN Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (6) a transferência imediata de Jair Bolsonaro (PL) para um hospital. O ex-presidente havia relatado uma queda durante a madrugada na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Brasília, onde está detido. De acordo com análise de Teo Cury, no CNN 360°, a decisão de Moraes foi motivada principalmente pela avaliação da PF, que teve mais peso do que o parecer apresentado pela equipe médica do ex-presidente.
Em nota atualizada por volta das 13h30, a PF informou que seu médico constatou apenas ferimentos leves em Bolsonaro e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação.
No despacho, considerado curto com apenas duas páginas, o ministro afirmou categoricamente: “Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado Jair Bolsonaro para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”. Moraes, no entanto, não descartou completamente a possibilidade de transferência futura.
Documentação médica adicional solicitada
Apesar da negativa inicial, o ministro determinou que a PF envie um laudo médico completo constatando o que de fato aconteceu com o ex-presidente, não apenas uma declaração simples. Paralelamente, solicitou à defesa de Bolsonaro que apresente quais seriam os exames necessários indicados pela equipe médica do ex-presidente.
Com essas informações adicionais, Moraes pretende analisar se os exames podem ser realizados dentro da própria Superintendência da PF ou se será realmente necessária uma transferência para um hospital em Brasília. A decisão gerou uma expectativa de novos desdobramentos, com a equipe de reportagem permanecendo de plantão em frente à Superintendência da PF para acompanhar qualquer atualização do caso.

