Vídeos e fotos gerados por inteligência artificial já são maioria na internet, tornando cada vez mais difícil saber o que é real Tecnologia, Inteligência Artificial, Redes sociais, Viral CNN Brasil
Vídeos e fotos gerados por inteligência artificial já representam a maior parte do conteúdo publicado nas redes sociais, e tem ficado cada vez mais difícil distinguir o que é real do que não é. A internet está entrando em uma nova fase e surge a pergunta: como será navegar pelas redes sem conseguir identificar quais publicações são verdadeiras e quais foram geradas por IA?
A emissora australiana ABC Adelaide reuniu um grupo de jovens e exibiu 21 vídeos – 10 reais e 11 gerados por IA – e pediu que eles identificassem a procedência das imagens. No total, os jovens acertaram apenas 67% das vezes.
Os riscos e alertas relacionados ao conteúdo de IA são geralmente associados a época de eleições ou a possibilidade de disseminação de notícias falsas com motivações políticas. No entanto, estamos entrando em uma nova era das redes sociais em que vídeos sobre assuntos banais também não são verdadeiros.
Opiniões sobre comida, animais fofos, fenômenos da natureza impressionantes, vídeos engraçados – todos esses podem ter sido gerados por IA. Está cada vez mais difícil de saber.
Dados da plataforma Statista divulgados pelo portal Artsmart no final de 2024 estimavam que, ainda naquela época, imagens de IA já representavam 71% do conteúdo publicado nas redes sociais. Para quem trabalha com o ambiente digital, tentar competir contra a IA parece uma batalha perdida, já que boa parte do público engaja e gosta do conteúdo artificial.
Giancarlo Alves, fundador da página Memes Brasil, acredita que o público aceita o uso de IA em memes e humor na internet, mas ainda valoriza uma assinatura humana por trás das publicações. “O problema é que essa linha está cada vez mais tênue, e a autenticidade passa a ser um desafio para quem produz conteúdo”, disse.
O que acontece se perdermos a confiança no ambiente digital?
Com as redes inundadas por conteúdo feito por IA, o conselho dos especialistas é desconfiar de tudo. Mas o que acontece quando passamos a desconfiar de tudo que vemos nas redes e perdemos a confiança no ambiente digital? Pode ser difícil prever as consequências a longo prazo, mas é preciso trabalhar desde já para minimizar o impacto negativo da IA.
“A tecnologia evolui mais rápido do que nossa capacidade de lidar com seus impactos”, destacou Douglas Torres, CEO da startup de tecnologia Yup Chat e especialista em inteligência artificial.
Segundo ele, é cada vez mais urgente discutir os limites éticos do uso desenfreado de IA: “Precisamos garantir transparência sobre o que é real e o que é sintético, não apenas para proteger o público, mas para preservar a confiança que sustenta toda a cultura digital.”
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