Analista Isabel Mega, no CNN Novo Dia, explica que governo brasileiro adotou uma postura mais ativa na crise venezuelana e, pela primeira vez em fórum internacional, referiu-se à prisão de Maduro como “sequestro” Internacional, -transcricao-de-videos-, diplomacia, Donald Trump, Governo brasileiro, internacional, Lula, Nicolás Maduro, Venezuela CNN Brasil
O Brasil intensificou sua atuação diplomática em relação à crise na Venezuela, adotando uma postura mais ativa e clara sobre os recentes acontecimentos envolvendo Nicolás Maduro. Durante a reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada na terça-feira (6), o país utilizou pela primeira vez em um fórum internacional o termo “sequestro” para se referir à prisão e transferência de Maduro para território americano. Informações são de Isabel Mega no CNN Novo Dia.
Segundo fontes da diplomacia brasileira, o governo brasileiro está trabalhando intensamente nos bastidores para ter protagonismo na resolução desta crise, evitando uma postura passiva ou de “modo stand-by”. A utilização do termo “sequestro” não foi casual e demonstra como o Brasil vê a operação realizada pelos Estados Unidos na madrugada do último sábado, quando Maduro foi retirado do poder na Venezuela.
Posicionamento brasileiro sobre a intervenção
O emprego da expressão “sequestro” já havia sido utilizado pelo Brasil durante uma reunião de emergência da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), porém em uma sessão fechada. O uso público deste termo na OEA revela a preocupação brasileira com o estabelecimento de um precedente perigoso para a região.
Fontes diplomáticas destacam que o Brasil busca fazer uma clara distinção entre criticar a intervenção americana e apoiar o regime chavista. O posicionamento brasileiro está fundamentado na defesa do direito internacional e na condenação de interferências externas, alertando para os riscos que tais ações representam para a América Latina e para o mundo.
A diplomacia brasileira também tem acompanhado com atenção as declarações do presidente americano Donald Trump sobre o petróleo venezuelano, vistas como indicativo do “preço do resgate” da Venezuela. Uma fonte ouvida pela analista de Política da CNN questionou “quem vai jogar o jogo junto com Donald Trump” no cenário político venezuelano, se será a vice-presidente Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente o poder, ou outra figura política do país.
O Brasil mantém contato com outros países da região para alinhar posições diplomáticas, sempre norteado pela máxima de que “os fins não justificam os meios”. Apesar dos cenários ainda incertos sobre o futuro político da Venezuela, o governo brasileiro reforça sua atuação para ter voz ativa na resolução desta crise que afeta diretamente um país vizinho e fronteiriço.

