Pedido de revogação da medida cautelar de monitoramento eletrônico foi negado pelo TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) São Paulo, -agencia-cnn-, PCC, PCC (Primeiro Comando da Capital), Tornozeleira Eletrônica CNN Brasil
O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou o pedido de revogação da medida cautelar de monitoramento eletrônico, feito por Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC.” Ela foi presa em fevereiro do ano passado.
De acordo com a petição jurídica, a investigada está sob restrição de liberdade há mais de 23 meses sem que uma denúncia formal tenha sido oferecida.
Segundo o documento, o inquérito policial foi relatado com opinião pelo indiciamento, mas o Ministério público não concordou.
A defesa de Karen de Moura Tanaka Mori afirma que a manutenção da medida cautelar é violente e degradante, o que “tem causado danos irreparáveis à vida pessoal, emocional e profissional da investigada.”
Segundo a defesa, “o uso indiscriminado e falho da tornozeleira transformou-se em verdadeiro instrumento de punição e tortura psicológica, restringindo a liberdade de forma mais severa do que o necessário e aniquilando qualquer chance de retomada digna de sua vida.”
A decisão do TJSP — que indeferiu o pedido de reconsideração formulado pela defesa — reitera que os fundamentos que levaram à imposição da medida cautelar permanecem válidos e eficazes, especialmente da gravidade dos fatos apurados.
A CNN tenta contato com o Ministério Público de São Paulo, mas até então, não obteve respostas. O espaço segue em aberto.
Entenda o caso
Karen é viúva de Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, líder do PCC que foi executado durante guerra interna da facção em 2018.
Ao ser presa em sua residência, ela foi encontrada com carro de luxo e mais de R$ 1 milhão, além de US$ 50 mil.
Segundo a Polícia Civil, a “Japa do PCC” atuava na lavagem de dinheiro da organização, em cidades como Santos, Cubatão e Guarujá, na Baixada Santista, e também na cidade de São Paulo.
“Os relatórios de informações financeiras obtidos pela Polícia Civil indicam que a suspeita movimentava milhões de reais da facção para ocultar a origem do dinheiro oriundo do tráfico de drogas”, disse o delegado-geral, Artur Dian.
Para a Polícia Civil, Karen afirmou desconhecer os trabalhos ilícitos do marido. E que nunca recebeu qualquer quantia financeira vinda de “Cabelo Duro”. Ela contou também que não conhece nenhum integrante de organização criminosa, inclusive do PCC.

