Presidente implementou mudanças em diversas áreas dos EUA, entre elas economia, imigração, saúde e departamentos federais Internacional, Donald Trump, Estados Unidos, Presidência CNN Brasil
O presidente americano, Donald Trump, completa um ano de seu segundo mandato repleto de acontecimentos, nesta terça-feira (20), durante o qual implementou uma ambiciosa agenda interna com o objetivo de remodelar o cenário político, social e econômico dos Estados Unidos.
Os apoiadores de Trump reconhecem que ele usou seu mandato eleitoral para cumprir as promessas de campanha de restaurar a posição dos Estados Unidos no país e no exterior.
Seus detratores, no entanto, o acusam de minar princípios fundamentais como o Estado de Direito, aprofundar as divisões sociais e políticas e administrar mal a economia.
Logo após tomar posse, Trump assinou uma série de decretos executivos, vários deles com o objetivo de reduzir o tamanho de agências federais.
A criação do DOGE (Departamento de Eficiência Governamental em inglês), chefiado pelo empresário bilionário Elon Musk, provocou protestos, já que agências governamentais inteiras, incluindo a USAID, foram eliminadas.
O DOGE foi posteriormente dissolvido em novembro de 2025.
Um dos primeiros atos de Trump no cargo foi conceder indulto a mais de 1.500 pessoas envolvidas na invasão ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro em 2021, perpetrado por seus apoiadores.
Entre os perdoados estava o ex-líder do grupo de ultradireita Proud Boys.
A nomeação de Robert F. Kennedy Jr., cético em relação às vacinas, para o cargo de secretário de Saúde e Serviços Humanos levou a uma mudança significativa na política federal de saúde, incluindo cortes no financiamento de pesquisas médicas e diretrizes mais restritivas para vacinação.
Os opositores acusaram Kennedy de promover teorias da conspiração e enfraquecer as proteções à saúde pública.
Na economia, uma das políticas mais impactantes de Trump foi a imposição de amplas tarifas sobre os parceiros comerciais dos EUA.
O presidente argumentou que as tarifas gerariam receita e reequilibrariam os acordos comerciais globais, enquanto os críticos afirmam que elas equivalem a um imposto sobre os consumidores e empresas americanas.

Segundo a maioria dos indicadores, Trump também cumpriu a promessa de reprimir a imigração ilegal, fechando a fronteira sul e ampliando o uso de agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) para realizar prisões e deportações.
Essa abordagem agressiva gerou ampla oposição, com protestos em diversas cidades buscando interromper as operações do ICE, que os críticos consideram arbitrárias e desumanas.
O envio de militares para cidades americanas como Los Angeles e Washington, D.C., também violou precedentes legais e está sendo contestado na justiça.
Essas tensões aumentaram ainda mais em janeiro, após o assassinato a tiros de Renee Nicole Good, uma mãe de três filhos de 37 anos, por um agente do ICE em Minneapolis.
O caso provocou protestos em todo o estado de Minnesota e em outros estados, aprofundando a divisão entre autoridades estaduais e federais.
As autoridades federais afirmaram que o agente agiu em legítima defesa, enquanto as autoridades do Minnesota denunciaram o tiroteio como violência desenfreada.
O ataque a tiros ocorreu em meio ao que o Departamento de Segurança Interna descreveu como a maior operação do DHS até então, com mais de dois mil agentes federais mobilizados na região da cidade de Minneapolis.

