Presidente do STF afirmou que vive tempos em que “magistrados e magistradas são perseguidos por seu ofício” Política, Edson Fachin, O Grande Debate, STF (Supremo Tribunal Federal) CNN Brasil
Os comentaristas José Eduardo Cardozo e Vinicius Poit discutiram, nesta terça-feira (27), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se os ministros são perseguidos no Brasil, como diz Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal).
Durante um discurso na Corte de Direitos Humanos na Costa Rica, Fachin afirmou que vive tempos de “erosão democrática”, em que “magistrados e magistradas são perseguidos por seu ofício”.
Cardozo defende que o STF é perseguido desde o governo Bolsonaro.
“É evidente que a magistratura brasileira e particularmente o STF têm sido atacados violentamente. Esses ataques começaram durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, em que ele atacava o Judiciário tentando deslegitimar o processo eleitoral”, disse.
“O Supremo teve um papel altivo, firme e guardião da Constituição, que é a sua tarefa primordial. Isso levou a que o setor, frustrado pela ausência do golpe, passasse a desferir permanentes ataques a ministros do STF”, continuou.
Poit avalia que não há perseguição à Suprema Corte brasileira.
“Na minha visão, quem está sendo perseguido é o povo brasileiro. Quem está sendo perseguido é aquele que não pode falar as coisas, que não pode emitir a sua opinião, não pode às vezes noticiar algo no Brasil”, opinou.
“O STF, se tiver algum ministro que cometeu algum crime, quem abre [a investigação] é o PGR, quem autoriza o negócio a andar para frente é o próprio STF e quem vai julgar esse ministro é o próprio STF. Ou seja, são os seus pares”, afirmou.

