Secretário de Estado americano reconheceu ao Senado dos EUA que a situação é “muito mais complexa” do que na Venezuela Internacional, Donald Trump, Estados Unidos, Irã, Marco Rubio CNN Brasil
“Ninguém sabe” quem assumiria o poder se o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, fosse removido, disse na quarta-feira (28) o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao levantar a possibilidade de uma ação militar contra o Irã.
O principal diplomata dos EUA reconheceu que a situação seria “muito mais complexa” do que a da Venezuela e que “exigiria muita reflexão cuidadosa”. Ele também sugeriu que os EUA poderiam atacar preventivamente o Irã para proteger as forças americanas na região.
“Acho sensato e prudente ter uma postura de forças na região que possa responder e, potencialmente — não necessariamente ao que vai acontecer, mas, se necessário — prevenir de forma preventiva um ataque contra milhares de militares americanos e outras instalações na região e contra nossos aliados”, disse o chefe da diplomacia americana a parlamentares do Comitê de Relações Exteriores do Senado.
Ele afirmou esperar que “não chegue a esse ponto”, mas argumentou que o Irã acumulou capacidade para realizar tal ataque.
Sobre o que aconteceria se o líder supremo fosse removido, Rubio disse: “essa é uma questão em aberto”.
“Ninguém sabe o que assumiria”, disse ele, observando que o sistema no Irã “é dividido entre o líder supremo e a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica), que responde regularmente a ele”, e “indivíduos quase eleitos” que “no fim das contas precisam submeter tudo o que fazem ao líder supremo”.
“Não acho que alguém possa lhe dar uma resposta simples sobre o que aconteceria a seguir no Irã se o líder supremo e o regime caíssem, além da esperança de que houvesse alguma possibilidade de contar com alguém dentro do sistema com quem se pudesse trabalhar em direção a uma transição semelhante”, afirmou.
“Imagino que seria ainda muito mais complexo do que o que estamos descrevendo agora, porque estamos falando de um regime que está no poder há muito tempo”, disse ele. “Portanto, isso exigiria muita reflexão cuidadosa se essa eventualidade algum dia se apresentar.”

