Na mesma decisão, ministro autorizou outras quatro visitas, caminhadas sob escolta, assistência religiosa do padre Pedro Silva e alteração do dia de visitas de quinta para sábado Política, -agencia-cnn-, Alexandre de Moraes, STF (Supremo Tribunal Federal) CNN Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) negou nesta quinta-feira (29) o pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba visitas do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e do senador Magno Malta (PL-ES) na prisão.
Moraes argumenta que o dirigente do partido é investigado no âmbito da trama golpista e, por isso, não pode ter contato com o ex-presidente.
O STF decidiu reabrir apurações contra Valdemar em outubro, após mais indícios de que ele tenha contribuído para a divulgação de um relatório falso sobre a segurança de urnas eletrônicas.
Em relação a Magno Malta, o ministro justificou que o senador tentou entrar na Papudinha sem autorização na última semana, fazendo “uso indevido de prerrogativas parlamentares para acessar áreas de segurança máxima”.
“Tal conduta gera riscos desnecessários à disciplina do Batalhão e à segurança do próprio sistema de custódia, obstaculizando o deferimento do pedido”, disse Moraes.
O ministro autorizou, porém, uma série de outros pedidos. Entre eles está a possibilidade de Bolsonaro realizar caminhadas em locais como o campo de futebol ou a pista asfaltada da Papudinha, e a entrada do Padre Paulo M. Silva para assistência religiosa, ambos pedidos da defesa.
Moraes também permitiu que as visitas de quintas-feiras ao ex-presidente sejam alteradas para os quintas-feiras . Esse foi um pedido da própria administração da Papudinha, visando favorecer a organização administrativa e a segurança do local, por ser um dia de menor fluxo interno. Antes, as visitas eram autorizadas às quartas e quintas. As de quarta permanecem.
Na mesma decisão, Moraes autorizou e agendou visitação do deputado federal Gilberto Silva (PL-PB); do deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), do senador Wilder Morais (PL-GO) e do aliado de Bolsonaro Luiz Antonio Nabhan Garcia.

