Relatório preliminar destaca que o cabo do Elevador da Glória não atendia às especificações da empresa operadora do funicular e não estava certificado para transportar pessoas Internacional, Elevador da Glória, Lisboa, Portugal CNN Brasil
O cabo que se rompeu no acidente fatal com um bondinho em Lisboa em setembro não estava certificado para transportar pessoas e não atendia às especificações da operadora, de acordo com as conclusões preliminares das autoridades.
O acidente no Elevador da Glória matou pelo menos 16 pessoas e feriu várias outras após o rompimento de um cabo de aço que conectava os dois carros do histórico funicular, segundo uma investigação divulgada pela CNN Portugal.
O cabo se rompeu logo após os carros iniciarem sua jornada pela Calçada da Glória, a rua estreita onde o funicular opera.
O GPIAF (Gabinete de Prevenção de Acidentes Ferroviários) afirmou em seu relatório preliminar que houve “falhas graves no cabo, na manutenção e nos freios”.
O relatório afirma que o cabo não atendia às especificações estabelecidas pela Carris, operadora do funicular.
O equipamento não estava certificado para o transporte de pessoas, nem para integrar um “destorcedor” nas extremidades – precisamente o ponto onde o cabo rompeu, provocando o trágico acidente.
O GPIAF também constatou que as tarefas de manutenção foram marcadas como concluídas, embora nem sempre tenham sido realizadas, enquanto o próprio plano de manutenção foi registrado como “conforme e aceito” pelo operador.
A CNN Portugal destaca que o relatório aponta que as inspeções previstas para o dia do acidente foram registradas como executadas, apesar de não terem sido feitas no horário assinado opor um técnico.
O GPIAF afirmou que um relatório final sobre o acidente será divulgado no próximo ano e enfatizou que as conclusões provisórias são preliminares e não conclusivas.

