Em entrevista ao CNN Novo Dia, o vice-presidente da Eurochambers Brazil destaca que pacto comercial favorece importação de maquinários e tecnologia para diversos setores, especialmente para a agricultura brasileira Macroeconomia, -transcricao-de-videos-, Agronegócio, Comércio exterior, economia, Indústria, Mercado, tecnologia CNN Brasil
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, aprovado pelo Conselho Europeu nesta sexta-feira (9) pela maioria qualificada dos países-membros em Bruxelas, representa uma oportunidade significativa para a renovação do parque industrial brasileiro, segundo especialistas do setor.
De acordo com Graziano Messana, vice-presidente da Eurochambers Brazil, em entrevista ao CNN Novo Dia, o Brasil se encontra em uma fase de renovação industrial e necessita importar equipamentos e maquinários para modernizar sua produção.
“O Brasil está em uma fase de renovação do parque industrial e precisa de maquinários. […] A categoria que mais vai provavelmente alterar a balança comercial vai ser exatamente os equipamentos industriais e maquinários que entram”, afirmou Messana.
O especialista destaca que o acordo beneficiará especialmente a importação de tecnologias para o setor agrícola brasileiro. “Empresas italianas que fazem nano irrigação ou desenvolvem tecnologia para a agricultura exportam para o Brasil essa tecnologia porque o Brasil tem uma grande dimensão agrícola”, explicou. Segundo ele, o país possui uma área cultivada equivalente à soma dos territórios de Espanha e Portugal, o que demanda soluções tecnológicas avançadas.
Impacto na balança comercial
Graziano Messana também ressalta que o acordo não deve ser analisado exclusivamente sob a ótica das exportações agrícolas brasileiras.
“O Brasil é um produtor de commodities e tem o mundo inteiro disputando seus produtos alimentares”, observou o vice-presidente da Eurochambers Brazil, destacando que o país já possui amplo mercado para suas exportações agrícolas. Para ele, o acordo deve ser visto de forma mais abrangente, beneficiando também setores como o farmacêutico e tecnológico, além dos equipamentos industriais.
O especialista enfatiza que o pacto representa uma relação de ganhos mútuos (win-win) entre os blocos econômicos, com benefícios que vão além do setor agrícola, tradicionalmente destacado nas discussões sobre o acordo. A aprovação pelo Conselho Europeu marca um avanço significativo nas negociações, que se arrastavam há anos entre as duas regiões.

