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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (6) que a assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia está bem encaminhada e que o Brasil mantém uma postura otimista em relação à conclusão do tratado.
A assinatura estava prevista para dezembro, mas foi adiada após pressões, sobretudo de uma ala conservadora da Itália e de agricultores da França.
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o país não apoiará o acordo comercial sem a inclusão de novas salvaguardas para os agricultores franceses. A França é hoje o principal foco de resistência ao tratado dentro do bloco europeu.
Por outro lado, Alemanha e Espanha têm pressionado por uma aprovação mais célere do acordo.
Na última segunda-feira (5), a Comissão Europeia afirmou que os países europeus avançaram nas negociações para viabilizar a aprovação do tratado comercial.
Após uma possível assinatura do acordo, especulada para fevereiro, ainda restam etapas burocráticas a serem cumpridas.
Primeiramente, as partes encaminharão o texto aos respectivos processos internos de aprovação. No Brasil, o trâmite envolve os Poderes Executivo e Legislativo, com análise e votação no Congresso Nacional.
No caso da Europa, o acordo precisa ser aprovado pelo Conselho Europeu, pelo Parlamento Europeu e, posteriormente, ratificado individualmente pelos parlamentos nacionais dos 27 países-membros da União Europeia.
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