Promotoria do caso aponta as drogas como elementos importantes na coerção promovida por Sean Combs Entretenimento, #CNNPop, Sean Combs, Sean Diddy Combs CNN Brasil
Durante o julgamento de Sean “Diddy” Combs nesta quinta (26), a procuradora-assistente dos EUA, Christy Slavik, falou ao júri sobre o “padrão de coerção do réu” que ocorreu ao longo dos anos e citou o uso de drogas como uma das maneiras de controlar suas ex-parceiras e coagi-las a ter relações sexuais com outros homens.
Slavik disse ao júri que as drogas eram “um ingrediente essencial de todo Freak Off, da mesma forma que o réu manteve Cassie (Ventura) e ‘Jane‘ acordadas e obedientes nos quartos por dias”.
Sean “Diddy” Combs orientava seus assistentes e seguranças a obter drogas, disse Slavik. Ela listou exemplos de drogas encontradas nas casas de Combs durante as buscas de 2024, incluindo cocaína, metanfetamina, cetamina e ecstasy.
Slavik disse que a quantidade de drogas não é um elemento deste crime – os únicos elementos que devem ser provados são que um cúmplice distribuiu drogas e o fez conscientemente.
Assim que Combs recebeu as drogas de seus assistentes, “ele as entregou a Cassie e Jane”, disse Slavik. “Isso é distribuição de drogas, pura e simplesmente.”
A relação de Combs com suas ex-parceiras
A promotora disse que o pagamento do aluguel de Jane por Sean “Diddy” Combs foi um exemplo de coerção financeira. E que as drogas que Jane tomava durante as “noites de hotel” eram outro aspecto da coerção.
As drogas que Combs fornecia a Jane a faziam sentir-se sexualmente excitada, e Slavik disse que Jane as tomava porque “elas tornavam mais fácil para ela passar por essas noites de hotel”.
Ela disse que os vídeos são “alguns dos momentos mais privados, íntimos e constrangedores da vida de Jane. O réu sabe o quão poderosos eles são”.
“Jane não conseguia dizer não a ‘noites de hotel’ sem arriscar o pagamento do aluguel, sem arriscar explosões violentas, sem arriscar a divulgação de suas fitas de sexo”, disse Slavik.
Sean “Diddy” Combs também forneceu drogas a Ventura, disse Slavik, e ela acabou se tornando dependente delas. Ventura nunca fez um “Freak Off” sem drogas.
“Ela continuou fazendo isso por 10 anos e as drogas tiveram um papel importante nisso”, disse Slavik. Ventura também fazia Freak Offs porque queria fazer Combs feliz, porque o amava.
Slavik lembrou ao júri que Combs e Ventura se conheceram por volta de 2007, quando ela tinha apenas 19 anos e estava começando sua carreira musical.
Quando começaram a namorar, Combs era o chefe dela e controlava sua carreira, já que ela tinha contrato com a gravadora dele, a Bad Boy Records. Ele controlava sua carreira, sua aparência e como ela passava o tempo, disse Slavik.
Um ex-assistente, David James, testemunhou que ouviu Combs dizer a um amigo que Ventura era moldável.
*Publicado por Fernanda Pinotti, com informações da CNN Internacional

