Falta de pontos de passagem abertos na fronteira dificulta a entrega de ajuda ao enclave palestino Internacional, Ajuda humanitária, Faixa de Gaza, Hamas, Israel CNN Brasil
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) e outras agências estão em uma corrida contra o tempo para fornecer ajuda suficiente para aliviar o sofrimento em Gaza, já que não há pontos de passagem suficientes abertos, disse um porta-voz na terça-feira (4).
“Os meses de inverno estão chegando… as pessoas ainda sofrem com a fome e as necessidades são enormes”, disse Abeer Etefa, porta-voz sênior do PMA, a jornalistas durante uma coletiva de imprensa das Nações Unidas em Genebra.
Apenas metade da ajuda necessária para atender às necessidades da população de Gaza foi entregue pelo Programa Mundial de Alimentos.
Para que a ajuda fosse distribuída em grande escala, é preciso que mais passagens da fronteira sejam abertas, principalmente no norte do território.
Ela afirmou que a maioria das famílias com as quais o PMA conversou estava consumindo rações de alimentos secos e raramente comendo carne, ovos, frutas ou verduras, e que os preços dos alimentos não haviam caído tanto quanto se esperava com o cessar-fogo do mês passado.
A trégua tinha como objetivo liberar uma torrente de ajuda humanitária sobre o pequeno e superpovoado enclave onde a fome foi confirmada em agosto e onde quase todos os 2,3 milhões de habitantes perderam suas casas devido aos bombardeios israelenses.
Israel afirma estar cumprindo suas obrigações sob o acordo de cessar-fogo, que prevê o envio de uma média de 600 caminhões de suprimentos para Gaza por dia.
O país culpa os combatentes do Hamas por qualquer escassez de alimentos, acusando-os de roubar a ajuda alimentar antes que ela possa ser distribuída, o que o grupo nega.
A administração local de Gaza, controlada há muito tempo pelo Hamas, afirma que a maioria dos caminhões ainda não está chegando aos seus destinos devido às restrições israelenses, e apenas cerca de 145 por dia estão entregando suprimentos.

