Presidente afirmou que compreende a atuação do governo francês diante da iminência da assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia Macroeconomia, Acordo Mercosul-UE, Agronegócio, CNN Brasil Money, França, Governo Lula, Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) CNN Brasil
Em visita oficial à França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que compreende a atuação do governo francês em defesa de seus agricultores diante da iminência da assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia.
Em discurso, o chefe do Executivo brasileiro ressaltou, no entanto, que o agronegócio francês e o agronegócio brasileiro são complementares.
“Eu compreendo a necessidade dos discursos do governo francês em relação ao acordo e a defesa dos seus agricultores. Eu disse ao presidente Macron que se colocar os agricultores franceses com os agricultores brasileiros, eles [franceses] vão descobrir que as nossas agriculturas são complementares. Uma não prejudica a outra”, disse Lula.
O presidente brasileiro disse também que o acordo entre os dois blocos será assinado antes do fim do mandato brasileiro na presidência do Mercosul. A liderança do Brasil no bloco inicia em julho e se estende até dezembro.
“Eu assumo a presidência do Mercosul em julho e termino em dezembro. Falei para o Macron, antes de eu terminar a presidência do Mercosul, esteja preparado porque nós vamos assinar o acordo UE-Mercosul. É uma necessidade. É uma necessidade para UE, para o Mercosul e para o mundo”, afirmou Lula.
Sem ameaças
O ministro-interino do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa, disse durante o evento que o acordo entre Mercosul e União Europeia não representa uma ameaça aos produtores franceses.
“Esse novo bloco pode ter milhões de pessoas, mas é fundamental que saibamos que no capítulo agrícola, aquilo que está estabelecido, jamais vai representar uma ameaça para nenhum produtor”, afirmou Rosa.
Segundo o ministro-interino, os termos do acordo estão sendo negociados de forma consensual com todas as partes envolvidas.
“Não será esse capítulo que irá inviabilizar a formação de um bloco econômico forte, unindo Mercosul e União Europeia, mostrando que o multilateralismo é a melhor forma de enfrentar as agruras que às vezes geopolítica apresenta para o mundo”, afirmou.
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