No início do mês, União Brasil e PP deram 30 dias para que ministros filiados às duas legendas deixassem à gestão petista Política, -agencia-cnn-, Geraldo Alckmin, Imposto de Renda (IR), Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) CNN Brasil
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta segunda-feira (29) esperar que o desembarque de partidos não impacte a pauta do governo Lula (PT) no Legislativo.
No início do mês, União Brasil e PP deram o prazo de 30 dias para que ministros filiados às duas siglas deixassem à gestão petista.
“Espero que [a saída dos partidos] não impacte, porque os projetos do governo são de interesse público. Fui deputado federal e não tem essa coisa de ‘não voto porque sou amiguinho do governo’, ‘sou contra’. O presidente Lula é o governo do diálogo”, afirmou Alckmin à CBN Vale.
De acordo com o vice-presidente, a administração federal “tem permanentemente dialogado, tanto é que até agora não teve dificuldade”, como observado na aprovação da reforma tributária no final de 2024.
Ao falar sobre o número de legendas partidárias no Brasil, Alckmin recorreu a uma expressão utilizada por Charles De Gaulle (1890-1970), líder da resistência francesa durante a invasão nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e presidente do país europeu entre 1959 e 1969.
“O De Gaulle dizia que a França era muito difícil de ser governada porque tinha muitos tipos de queijo e de partidos. Então, a cláusula de barreira, a cada eleição vai reduzindo [o número de partidos]. Precisa reduzir mais depressa, mas devagarinho vai reduzindo, porque esse excesso não de partidos, mas de siglas partidárias, dificulta a governabilidade”, avaliou.
Questionado sobre as eleições do próximo ano, Alckmin reiterou que Lula é o “candidato natural” à reeleição e que não cabe ao governo escolher eventuais adversários nas urnas.
“Lula tem o que mostrar: o salário mínimo crescer, o desemprego caiu, e a renda melhorou. Você tem um cenário positivo”, concluiu Alckmin.

