Analista Clarissa Oliveira, no Bastidores CNN, avalia nova estratégia da defesa de Bolsonaro na tentativa de usar alegação de que ex-presidente teria interrompido plano de golpe de Estado para inocentá-lo Política, -transcricao-de-videos-, Jair Bolsonaro, Manifestações, politica CNN Brasil
A defesa de Jair Bolsonaro apresentou uma nova linha argumentativa nos embargos de declaração contra sua condenação pelo STF, afirmando que o ex-mandatário teria interrompido um possível plano de golpe de Estado após as eleições de 2022. O julgamento do recurso está marcado para 7 de novembro. Análise é de Clarissa Oliveira no Bastidores CNN.
No documento, os advogados classificam a condenação como injusta e alegam ausência de provas para vincular Bolsonaro aos crimes apontados. Além disso, argumentam que o acórdão não explica adequadamente os parâmetros utilizados para determinar a pena final.
Nova estratégia de defesa
“Diante de tantos elementos que apontam sim para a gestação de um golpe, os advogados apostam no que se chama de desistência voluntária“, explica a analista de Política da CNN. “Defesa é de que Jair Bolsonaro teria freado, de alguma forma, o golpe”.
Especialistas apontam que os embargos de declaração têm possibilidade remota de alterar o mérito das acusações, sendo um recurso tradicionalmente utilizado para esclarecer pontos nebulosos do processo. Mudanças significativas só ocorreriam em casos de erro grave por parte dos julgadores, o que não é esperado.
Sobre o uso dos embargos infringentes, Clarissa avalia a existência de um gesto político com uma estratégia de longo prazo: “Fica registrada uma posição da defesa de sustentar, de alguma forma, que Bolsonaro deveria ter sido inocentado pelos ministros do STF. Mas há ali quem entenda isso como uma proposta mirabolante nos embargos infringentes”.

