Segundo análise de Pedro Venceslau ao CNN Prime Time, o prefeito Eduardo Paes tenta se aproximar do presidente Lula após anunciar pré-candidatura ao governo do estado, mas não convence o PT Eleições, -transcricao-de-videos-, Eleições 2026, politica CNN Brasil
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou oficialmente sua pré-candidatura ao governo do estado e fez um gesto de aproximação ao presidente Lula, declarando que fará campanha para o petista. No entanto, essa tentativa de aproximação não convenceu completamente o Partido dos Trabalhadores. A análise é de Pedro Venceslau, ao CNN Prime Time.
“O prefeito Eduardo Paes assumiu finalmente que vai disputar o governo e deixar o cargo, no mesmo evento fez um gesto dizendo que faria campanha para o presidente Lula – mas, não convenceu muito todos os petistas“, apontou Venceslau: “O PT andava com medo de que Eduardo Paes vá para a disputa pelo governo do Rio de Janeiro, se dizendo aliado de Lula, mas, esconda o presidente durante a campanha, como fez em 2024”.
O analista lembrou que, durante sua campanha para reeleição à prefeitura em 2024, Eduardo Paes praticamente não mencionou Lula, não o convidou para agendas na capital fluminense e manteve distância do Palácio do Planalto. “Ele mantém no governo dele na prefeitura três cargos importantes com o Partido dos Trabalhadores: Meio Ambiente, Direitos Humanos e Habitação”, explicou o analista, destacando que mesmo assim o PT teme que Paes repita a estratégia de se afastar do presidente durante a campanha estadual.
Importância estratégica para Lula
Para o presidente Lula, ter um palanque forte no Rio de Janeiro, segundo maior colégio eleitoral do país, é essencial. “Não há nenhum petista competitivo nessa altura do campeonato para disputar o governo. Portanto, o presidente Lula precisa e muito de Eduardo Paes”, avaliou Venceslau.
“A questão é se Eduardo Paes precisa também do presidente Lula?”, questionou o analista.
Até o anúncio oficial de sua pré-candidatura, Paes mantinha conversações com o PL, que não descartava a possibilidade de apoiá-lo, desde que rompesse com o Palácio do Planalto. Com seu gesto recente em direção a Lula, o prefeito sinaliza um rompimento com essa possibilidade.
O PT teria a prerrogativa de indicar o candidato a vice na chapa de Paes, mas essa ideia não agrada muito ao prefeito, que teme que a polarização política prejudique seu projeto eleitoral. Com a saída de Paes da prefeitura em abril para a disputa estadual, quem assume o comando da capital fluminense é Eduardo Cavalieri, seu vice-prefeito e aliado de primeira hora.

