Segundo análise de Pedro Venceslau, ao Hora H, ocupação da cadeira presidencial da Câmara pelo deputado do PSOL pode prejudicar seu mandato e influenciar outras punições Política, -transcricao-de-videos-, Câmara dos Deputados, Governo Lula, Investigação, politica, Protestos CNN Brasil
O protesto do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), que ocupou a cadeira da presidência durante sessão do PL da Dosimetria na Câmara dos Deputados, pode se voltar contra ele próprio e prejudicar sua situação política. A análise é de Pedro Venceslau, ao Hora H.
Após o incidente, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), retomou os trabalhos no plenário por volta das 19h17. A expectativa é que a votação do projeto se estenda noite adentro, com discursos inflamados, especialmente por parte de parlamentares de esquerda que questionam a decisão de Motta.
“Agora, o que deve mudar é a correlação de forças na votação sobre cassar ou não o mandato do Glauber, porque se havia alguma chance dele conseguir salvar o mandato… Lembro que teve um determinado momento que até o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, disse que votaria contra a cassação do Glauber”, comentou o analista, explicando que havia certa expectativa de um “espírito de corpo” para preservar o mandato do deputado do PSOL devido ao “efeito Orloff”: “Hoje acontece com Glauber, amanhã pode acontecer com um parlamentar de direita”, explica Venceslau.
O analista também apontou possíveis consequências para outros casos em análise no Conselho de Ética da Casa. “Esse episódio do Glauber pode levar a uma pressão muito grande por uma punição maior do que três meses para esses deputados, quem sabe até seis meses”, afirmou, referindo-se aos parlamentares de direita envolvidos em um “motim” anterior, como Marcel Van Hatten e Zé Trovão, cujos casos estão sendo avaliados no momento.
Questionamentos sobre protocolos de segurança
Durante a análise, Venceslau também destacou questionamentos sobre os protocolos de segurança adotados durante o incidente, especialmente em relação ao tratamento dado à imprensa. “Todos questionando por que a segurança, a polícia legislativa, agiu dessa forma. Temos muitos relatos de jornalistas que acabaram sofrendo no meio dessa confusão toda, sem entender porque eles foram retirados da cobertura”, relatou.
“Quem deu essa ordem de tirar a TV Legislativa, a TV Câmara do ar e quem deu a ordem de proibir que os jornalistas estivessem no plenário”, questionou o analista, classificando como legítima a cobrança por transparência sobre essas decisões que afetaram a cobertura jornalística em um momento crucial.

