Em conversa direta, Lula e Donald Trump ampliaram a pauta bilateral para incluir parcerias no combate ao crime organizado e discussões sobre a situação na Venezuela Internacional, -transcricao-de-videos-, Donald Trump, Estados Unidos, Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) CNN Brasil
O recente telefonema entre Lula (PT) e Donald Trump demonstrou um esforço diplomático para ampliar a agenda bilateral entre Brasil e Estados Unidos, indo além da questão das tarifas, segundo avaliou Américo Martins, analista sênior de Internacional da CNN Brasil no videocast Fora da Ordem.
Américo analisa que Lula buscou consolidar o canal de comunicação direto com a Casa Branca, algo que ele tem enfatizado em entrevistas recentes.
O presidente brasileiro afirmou que ambos podem conversar sempre que necessário. Do lado americano, Trump declarou que “gosta do presidente Lula” e classificou a conversa como “muito positiva”.
Américo Martins pontua ainda um movimento estratégico importante na conversa foi a ampliação da pauta bilateral.
Embora as tarifas e as sanções da Lei Magnitsky continuem sendo prioridades para o governo brasileiro, Lula abordou o combate ao crime organizado, tema de interesse mútuo.
A situação na Venezuela foi outro tema abordado na conversa, refletindo a preocupação do governo brasileiro com a escalada de tensões na região.
Possível encontro entre Lula e Trump
Segundo apuração de Américo Martins, o governo brasileiro tem a intenção de realizar uma reunião presencial entre Lula e Trump, seja na Casa Branca ou com uma visita do americano ao Brasil, nos primeiros meses de 2025.
Contudo, fontes indicam que tal encontro só aconteceria se houvesse um anúncio conjunto sobre a redução das tarifas.
Priscila Yazbek, correspondente da CNN Brasil em Nova York, ressalta que o contexto econômico nos Estados Unidos pode influenciar as decisões de Trump sobre comércio internacional.
A inflação americana está em 3%, segundo dados de setembro, e pesquisas indicam que 61% dos americanos acreditam que a situação econômica piorou sob o atual governo.
A crise do custo de vida, especialmente relacionada à moradia, é uma realidade sentida pela população americana, com muitas famílias destinando metade de sua renda para habitação.

