Estudo mostra que estudantes do Brasil estão entre os menos qualificados academicamente na comparação internacional Educação, Ensino superior, pesquisa, Pós-graduação CNN Brasil
O Education at a Glance 2025, relatório anual divulgado pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) nesta terça-feira (9), trouxe números que reforçam o atraso do Brasil no ensino superior. Entre os jovens de 25 a 34 anos, somente 1% alcançou o título de mestrado ou equivalente. O índice está muito abaixo da média dos países-membros da organização, que chega a 16%.
O dado, que se mantém inalterado desde 2019, coloca o Brasil entre as nações com menor percentual de mestres: apenas Costa Rica e Indonésia compartilham a mesma marca. No outro extremo, Luxemburgo registra 39% da população jovem com esse nível de formação. O estudo ressalta ainda que, em média, quem possui mestrado tem mais chances de inserção no mercado e salários superiores em comparação a profissionais com apenas a graduação.
Embora seja formada majoritariamente por países ricos, a OCDE também inclui países parceiros como o Brasil e outros latino-americanos, como Argentina, Chile, Peru e México, em suas análises.
Áreas de maior procura
O levantamento apontou também diferenças importantes nas escolhas dos cursos de graduação. Nos países da OCDE, 23% dos estudantes estão em programas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), mesma proporção da área de Negócios, Administração e Direito. Artes, Humanidades, Ciências Sociais, Jornalismo e Informação reúnem outros 22%.
No Brasil, o cenário é bem mais concentrado: 34% dos graduandos estão em Negócios, Administração e Direito — sendo estes dois os cursos mais populares do país. STEM responde por 16% das matrículas, enquanto Artes, Humanidades, Ciências Sociais, Jornalismo e Informação somam apenas 8%.
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