Diretor da Eurasia Group indica que revogação de vistos foi medida inicial e que sanções mais severas podem ser aplicadas, incluindo ministros do STF Internacional, -transcricao-de-videos-, Comércio exterior, economia, Estados Unidos, Governo Lula, Waack, William Waack CNN Brasil
A tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos pode escalar para um novo patamar com a provável aplicação da Lei Magnitsky, segundo avaliação feita pelo diretor-executivo da Eurasia Group, Christopher Garman, durante o WW desta sexta-feira (18). A análise surge após a recente revogação de vistos, considerada uma medida inicial mais modesta.
De acordo com Garman, existe uma forte possibilidade de que a Lei Magnitsky seja aplicada contra ministros do STF. Além disso, as sanções podem se estender além do âmbito do Supremo, atingindo outros indivíduos.
Complexidade nas negociações
O cenário é agravado pela percepção mútua entre Donald Trump e Jair Bolsonaro, que enxergam as decisões judiciais com críticas similares e consideram as ações do Supremo como ameaças à democracia. Esta dinâmica tem beneficiado politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no curto prazo.
Em relação às tarifas comerciais, Garman demonstra pessimismo quanto à possibilidade de redução. O especialista sugere que o melhor cenário possível seria a manutenção das tarifas atuais com algumas exceções e cotas específicas, principalmente devido à pressão do setor privado americano.
A escalada das tensões diplomáticas no curto prazo deve dificultar as negociações, especialmente antes de 1º de agosto. O analista destaca que a situação requer uma vitória simbólica para Trump, algo que dificilmente será concedido pela atual gestão brasileira.

