Operação de imigração na cidade intensificaria ainda mais o conflito entre a Casa Branca e as cidades lideradas pelos democratas Internacional, Chicago, Crime, EUA, Trump CNN Brasil
Autoridades em Chicago estão se preparando para uma grande operação federal de fiscalização da imigração que pode começar ainda esta semana. O prefeito da cidade, Brandon Johnson, assinou uma ordem no fim de semana com o objetivo de resistir à repressão planejada pelo governo Trump.
O governador de Illinois, JB Pritzker, disse no domingo que tal medida seria uma “invasão” e que não teve nenhum contato com a Casa Branca sobre os planos relatados de enviar tropas da Guarda Nacional para Chicago.
“Ninguém no governo — o presidente ou qualquer pessoa sob seu comando — ligou para alguém do meu governo, ou para mim. Então, está claro que, em segredo, eles estão planejando isso — bem, é uma invasão com tropas americanas, se de fato fizerem isso”, disse Pritzker no domingo (31).
A operação deve começar em Chicago na próxima sexta-feira (5).
A expectativa é de que o planejamento envolva agentes do Serviço de Imigração e Alfândega, Alfândega e Proteção de Fronteiras e, potencialmente, deve ser apoiada por forças de guarda em uma função de manutenção da paz, de acordo com várias fontes familiarizadas com o planejamento.
“Já tivemos operações em andamento com o ICE em Chicago, em Illinois e outros estados, garantindo que estamos cumprindo nossas leis, mas pretendemos adicionar mais recursos a essas operações”, disse a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.
Uma operação de imigração na cidade intensificaria ainda mais o conflito entre a Casa Branca e as cidades lideradas pelos democratas.
A mobilização ocorre em um momento em que o presidente americano e seus assessores têm criticado repetidamente Chicago por políticas que limitam a cooperação entre as autoridades locais e as autoridades federais de imigração.
Questionada sobre a expansão dessas operações para além de Chicago, Noem afirmou que o governo Trump “não retirou nada da mesa” e citou especificamente São Francisco e Boston, além de Chicago.
Ela sugeriu que cidades lideradas por republicanos com problemas de criminalidade também estavam “com certeza” sendo avaliadas.
Segundo o prefeito de Chicago, a polícia de Chicago não “colaborará com agentes federais em patrulhas conjuntas de aplicação da lei, operações de prisão ou outras tarefas policiais, incluindo a fiscalização da imigração civil”.
Também pede aos policiais federais que utilizem câmeras corporais e se abstenham de usar máscaras.
“Podemos ver uma fiscalização militarizada da imigração. Também podemos ver tropas da Guarda Nacional. Podemos até ver militares da ativa e veículos armados em nossas ruas. Não pedimos isso. Nosso povo não pediu isso, mas, mesmo assim, nos vemos obrigados a responder a isso”, disse Johnson antes de assinar o decreto no sábado.

