Segundo especialista, governo brasileiro está mais preocupado em evitar fracasso da conferência do que em buscar grandes avanços nas negociações climáticas Brasil, -transcricao-de-videos-, Clima, Meio ambiente, Mudanças climáticas, Waack, William Waack, ww CNN Brasil
O governo brasileiro demonstra maior preocupação em evitar um possível fracasso da COP30 do que em alcançar resultados expressivos durante o evento climático. Em entrevista ao WW, Thiago de Aragão, CEO da Arko Advice Internacional, destacou a cautela do governo na condução das negociações.
De acordo com Aragão, a possibilidade de manchetes negativas sobre a conferência é vista como uma ameaça significativa por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O momento é considerado especialmente delicado, dado o recente destaque internacional do Brasil, incluindo uma entrevista ao The New York Times e repercussões sobre disputas políticas globais.
A atual postura do governo brasileiro privilegia a composição das mesas de negociação sobre o próprio conteúdo das discussões. Esta abordagem visa garantir a continuidade do diálogo, mesmo que isso signifique resultados menos ambiciosos.
A estratégia adotada busca evitar promessas exageradas sobre possíveis acordos durante a conferência. O foco está em manter as conversações em andamento, reduzindo assim o risco de uma percepção de fracasso do evento que será sediado no Brasil.
O analista ressalta que o momento internacional é considerado crucial para o Brasil, o que tem levado a uma postura mais conservadora nas negociações. Esta cautela reflete a preocupação em preservar a imagem do país no cenário global, mesmo que isso implique em uma menor disposição para assumir riscos nas tratativas climáticas.

