Naveed Akram, de 24 anos, saiu do coma na tarde de terça-feira (16) e deve participar de audiência online na segunda-feira (22) Internacional, Ataque a tiros, Ataque terrorista, Austrália CNN Brasil
O homem suspeito pelo ataque terrorista durante a celebração do Hanukkah na famosa praia de Bondi, em Sydney, foi indiciado por 59 crimes, incluindo homicídio e terrorismo, informou a polícia nesta quarta-feira (17).
Os supostos autores do ataque, pai e filho, abriram fogo contra a comemoração judaica na famosa praia de Bondi no domingo (14), matando 15 pessoas em um ataque que chocou o país e intensificou os temores de crescente antissemitismo e extremismo violento.
Os funerais das vítimas judias do ataque começaram nesta quarta-feira, em meio à indignação sobre como os atiradores, um dos quais foi brevemente investigado por ligações com extremistas, tiveram acesso a armas de fogo.
Sajid Akram, de 50 anos, foi morto a tiros pela polícia no local, enquanto seu filho, Naveed Akram, de 24 anos, saiu do coma na tarde de terça-feira (16), após também ter sido baleado pela polícia.
A polícia de Nova Gales do Sul informou na quarta-feira que um homem foi acusado de 59 crimes, incluindo 15 homicídios, 40 tentativas de homicídio, além de um crime de terrorismo e outras acusações.
“A polícia alegará em juízo que o homem se envolveu em condutas que causaram morte, ferimentos graves e colocaram vidas em perigo para promover uma causa religiosa e semear o medo na comunidade”, afirmou em comunicado.
“Os primeiros indícios apontam para um ataque terrorista inspirado pelo Estado Islâmico, uma organização terrorista listada na Austrália”, concluiu.
Um documento judicial apresentado na quarta-feira nomeou Naveed Akram, que permanece internado em um hospital de Sydney sob forte vigilância policial, como o acusado.
Ele comparecerá por videoconferência perante um tribunal local na manhã de segunda-feira (22).

