Governador respondeu ao presidente dos Estados Unidos sobre a construção de uma nova rodovia na Amazônia Política, Amazônia, COP30, Donald Trump, Helder Barbalho CNN Brasil
Mais da metade dos paraenses ouvidos em pesquisa Atlas disseram concordar totalmente com a crítica feita pelo governador Helder Barbalho (MDB) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da COP30.
Um dia antes do início oficial da Conferência no Brasil, Trump publicou em sua rede Truth Social que a “Amazônia do Brasil foi destruída para a construção de uma estrada de quatro faixas para que ambientalistas pudessem viajar”, se referindo à Avenida Liberdade em Belém.
Na ocasião, o governador do Pará disse que “em vez de falar de estradas, o presidente norte-americano deveria apontar caminhos contra as mudanças climáticas” e apontou a ausência de Trump da COP30: “Ainda dá tempo de passar na COP30, presidente Trump. Esperamos você com um tacacá. É melhor agir do que postar.”
Os dados da pesquisa Atlas apontam que 52% dos paraenses concordam completamente com a declaração de Helder Barbalho e 27,4% concordam em parte. Enquanto isso, 14,5% discordam e 6,2% não souberam responder.
O levantamento ouviu 1.006 pessoas que moram no Pará entre 12 e 19 de novembro, e possui margem de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Após o desentendimento entre os dois, a Secretaria Extraordinária para a COP30, vinculada à Casa Civil da Presidência da República do Brasil, afirmou que a obra para construção da rodovia Avenida Liberdade não é de responsabilidade do governo federal e não faz parte do escopo de obras de infraestrutura para a realização da conferência.
Autoridades do Pará afirmam que o projeto da rodovia é de 2020 — muito anterior, portanto, à decisão da ONU de realizar o evento em Belém. A Avenida da Liberdade tem cerca de 14 km e liga Belém a outros cinco municípios da região metropolitana, em um curso paralelo à BR-316. A ideia é justamente desafogar o trânsito na rodovia.
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