Governo brasileiro desenvolve estratégias para auxiliar exportadores diante da tarifa de 50% anunciada por Donald Trump, com vigência prevista para 1º de agosto Macroeconomia, -transcricao-de-video-money-, CNN Brasil Money, Donald Trump, Estados Unidos, Tarifas CNN Brasil
O governo brasileiro está preparando um plano de contingência para apoiar os exportadores nacionais, em resposta à possível implementação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.
Dario Durigan confirmou que uma das principais estratégias envolve a negociação com importadores americanos para compartilhar os custos adicionais.
A medida se faz necessária devido ao alto volume de produtos exportados para os EUA, considerando a dificuldade em redirecionar toda a exportação ou absorvê-la no mercado interno.
Diversificação comercial e novas parcerias
Rui Costa revelou que o Brasil buscará diversificar seus parceiros comerciais, estabelecendo possíveis alianças com Canadá, México e União Europeia. Além disso, o país planeja criar um escritório de assessoria tributária na China, visando fortalecer as relações comerciais bilaterais.
No cenário americano, já há movimentações contra as tarifas. A Johanna Foods, distribuidora de suco de laranja, entrou com ação judicial nos Estados Unidos contestando a medida.
A empresa projeta um aumento de custos de US$ 68 milhões nos próximos 12 meses, com impacto estimado de 20% a 25% para os consumidores americanos.
Posicionamento diplomático
Fernando Haddad afirmou que o Brasil não aplicará retaliações a empresas ou cidadãos americanos em resposta às tarifas.
Em entrevista à CBN, ele garantiu que o país manterá abertos os canais de negociação, embora ainda aguarde resposta sobre a proposta de negociação das relações comerciais com os Estados Unidos.
Em outra frente de diálogo, Geraldo Alckmin reuniu-se com representantes de grandes empresas de tecnologia americanas, incluindo Meta, Google e Apple.
Durante o encontro, foram discutidas oportunidades de investimento no Brasil e a possível participação dessas empresas no sistema Pix, desde que mantida a gratuidade do serviço.

