Grupo de monitoramento NetBlocks classificou a ação como “medida de censura que representa uma ameaça direta à segurança e ao bem-estar dos iranianos” Internacional, autoridades iranianas, Internet, Irã, Protestos CNN Brasil
O bloqueio à internet no Irã já dura mais de 60 horas, enquanto a onda de protestos antigovernamentais varre o país, informou a organização de monitoramento NetBlocks.
A empresa classificou a interrupção como uma “ameaça direta” à segurança pública.
A onda de protestos, motivada por dificuldades econômicas, já dura duas semanas e se espalhou por mais de 180 cidades em todo o Irã, segundo a organização de direitos humanos sediada nos Estados Unidos, HRANA.
“O bloqueio da internet no Irã já ultrapassou a marca de 60 horas, com os níveis de conectividade nacional permanecendo estagnados em torno de 1% dos níveis normais”, disse a NetBlocks em uma postagem no X na madrugada deste domingo (11).
“A medida de censura representa uma ameaça direta à segurança e ao bem-estar dos iranianos em um momento crucial para o futuro do país”.
O grupo de monitoramento sediado no Reino Unido relatou os primeiros sinais de falta de conectividade com a internet no Irã na noite de 8 de janeiro, em uma postagem no X.
De acordo com a HRANA, pelo menos 78 manifestantes foram mortos e mais de 2.600 foram presos diante dos protestos em curso.
Um morador de Teerã afirmou que o apagão está levando ainda mais pessoas às ruas para protestar, e cineastas iranianos renomados condenaram os apagões como “ferramentas de repressão”.

