Juliana Marins ficou quatro dias presa em vulcão na Indonésia; lesões observadas no corpo são compatíveis com uma queda Brasil, Brasileira, vulcão Indonésia CNN Brasil
A autópsia da brasileira Juliana Marins, que morreu após uma queda em um vulcão na Indonésia, concluiu que a causa da morte foi traumatismo por força contundente, que resultou em danos aos órgãos internos e hemorragia extensa.
Veja: quem é a brasileira que caiu na trilha de um vulcão na Indonésia
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1 de 6Juliana Marins, de 24 anos, era natural de Niterói (RJ), e foi encontrada morta nesta terça-feira (24) • Reprodução/Redes Sociais
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2 de 6Brasileira sofreu acidente na última sexta-feira (20), quando tropeçou, escorregou e caiu a cerca de 300 metros da trilha • Reprodução/Redes Sociais
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3 de 6Turistas avistaram Juliana cerca de três horas depois do acidente e alertaram a família pelas redes sociais, com localização exata, fotos e vídeos, além de imagens de drone • Reprodução/Redes Sociais
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4 de 6A jovem realizava um “mochilão” pela Ásia desde fevereiro e visitou países como Filipinas, Tailândia e Vietnã antes de chegar à Indonésia • Reprodução/Redes Sociais
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5 de 6A jovem era dançarina profissional de pole dance e costumava se apresentar artisticamente, além de compartilhar as performances nas redes sociais • Reprodução/Redes Sociais
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6 de 6Uma amiga descreveu que ela estava “vivendo um sonho de viajar pela Ásia” • Reprodução/Redes Sociais
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As descobertas forenses indicam que o óbito ocorreu em um período muito curto após os ferimentos, ressaltando a natureza súbita do ocorrido. As lesões por abrasão e deslizamento (“luka lecet geser”) observadas no corpo são compatíveis com uma queda.
De acordo com o Dr. Ida Bagus Putu Alit, médico legista do Hospital Bali Mandara, a morte de Juliana Marins foi “imediatamente” após o trauma, com uma estimativa de não mais de 20 minutos após a lesão mais grave.
Revelações da morte
Os exames revelaram múltiplas fraturas e lesões disseminadas por quase todo o corpo de Juliana, incluindo órgãos internos no tórax e no abdome. A área mais gravemente afetada foi a região do dorso/coluna, que sofreu lesões que comprometeram os órgãos internos relacionados à respiração. Embora houvesse ferimentos na cabeça, os mais críticos, que somaram o efeito das demais lesões, foram os da parte posterior do tronco.
A possibilidade de hipotermia como fator causal foi categoricamente afastada. Essa exclusão se baseia na natureza das lesões e na volumosa perda de sangue constatada. A autópsia, embora provisória até a conclusão dos exames toxicológicos — um procedimento padrão que não implica suspeita de substâncias —, já estabeleceu a causa primária.
O trágico acidente com Juliana Marins no vulcão Rinjani gerou grande comoção e atenção, especialmente pela complexidade do resgate.
Relembre acidente
A jovem brasileira Juliana Marins, de 24 anos, natural de Niterói (RJ), faleceu após sofrer um grave acidente durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia. O incidente ocorreu na última sexta-feira (20), quando Juliana tropeçou, escorregou e caiu a uma distância de cerca de 300 metros da trilha.
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1 de 5Imagens feitas por turistas registraram a situação de Juliana • Arquivo pessoal
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2 de 5Brasileira fazia um mochilão desde fevereiro com uma empresa de turismo • Arquivo pessoal
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3 de 5Durante a trilha, Juliana tropeçou, escorregou e caiu a uma distância de cerca de 300 metros • Arquivo pessoal
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4 de 5Após 14 horas do acidente, a vítima, identificada como Juliana Marins, ainda não foi resgatada • Arquivo pessoal
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5 de 5Fizemos isso pela vista, diz brasileira em vídeo antes de cair em vulcão • Redes Sociais
Uma amiga da jovem revelou que Juliana estava “vivendo um sonho de viajar pela Ásia”, um mochilão que havia começado em fevereiro, com passagens pelas Filipinas, Tailândia e Vietnã. Após a queda, ela inicialmente conseguia mover os braços e olhar para cima, mas não conseguia se levantar. Turistas que a avistaram horas depois comunicaram sua família pelas redes sociais, enviando a localização exata, fotos e vídeos, incluindo imagens de drone.
Os esforços de resgate de Juliana enfrentaram inúmeros e complexos desafios por quase quatro dias. A região do vulcão Rinjani é de difícil acesso, com terreno íngreme, muita neblina que reduzia severamente a visibilidade e pedras escorregadias devido ao sereno. As buscas foram interrompidas diversas vezes por conta das condições climáticas adversas.
Após quatro dias de buscas intensas e dificultadas, Juliana Marins foi encontrada morta na terça-feira (24). A confirmação do óbito foi feita pela família e pelo Itamaraty.
Brasileira em vulcão na Indonésia: veja imagens de antes do acidente
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1 de 5Imagens mostram Juliana durante a trilha • Reprodução/Redes Sociais
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2 de 5Imagens mostram Juliana durante a trilha • Reprodução/Redes Sociais
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3 de 5Imagens mostram situação do local em que Juliana desapareceu • Reprodução/Redes Sociais
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4 de 5Imagens mostram situação do local em que Juliana desapareceu • Reprodução/Redes Sociais
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5 de 5Fizemos isso pela vista, diz brasileira em vídeo antes de cair em vulcão • Reprodução/Redes Sociais
Turistas e geólogos, como Vinicius dos Santos e Marcelo Gramani, criticaram a precariedade da infraestrutura de segurança local, a falta de sinalização, o socorro lento e a ausência de equipamentos adequados.
O governo indonésio e o Parque Nacional do Monte Rinjani anunciaram o fechamento temporário da rota de escalada de Pelawangan Sembalun ao Pico Rinjani para reavaliar as instalações de segurança e educar melhor visitantes e administradores.
(Com informações da CNN Indonésia)

