Gesteira afirmou que, apesar de a IA estar presente em situações cotidianas das pessoas, a relação com a nova tecnologia nas corporações não é uma unanimidade Negócios, CNN Brasil Money, Empresas, Inteligência Artificial CNN Brasil
A inteligência artificial entrou no dia a dia das pessoas e também na pauta das companhias. Mas uma pesquisa recente apontou que apenas 5% dos projetos de IA em empresas continuam depois da fase piloto.
O dado foi destacado por Antonio Gesteira, diretor executivo sênior da FTI Consulting e entrevistado do Capital Insights, programa fruto da parceria entre a Broadcast e o CNN Money, desta quinta-feira (18).
Gesteira afirmou que, apesar de a IA estar presente em situações cotidianas das pessoas, a relação com a nova tecnologia nas corporações não é uma unanimidade. A percepção é que os executivos “C-Level se sentem mais à vontade para usar” a nova tecnologia do que o time operacional, segundo ele.
Especialista em tecnologia forense e gestão de riscos digitais, com mais de 20 anos de experiência, Gesteira alerta para o uso de IA também por cibercriminosos.
Ele pontuou que a bem vinda automatização trazida pela inteligência artificial pode abrir brechas para controles menos robustos e, portanto, para a atuação de hackers.
“O hacker não invade um sistema”, diz, acrescentando que o hacker geralmente se ‘loga’ porque encontra caminhos e credenciais válidas. “O cibercrime se sofisticou”, afirmou Gesteira.
O diretor executivo sênior da FTI afirmou que as empresas raramente conseguem antecipar que serão atacadas. “Mas mais importante que prever um ataque é saber o que fazer num evento adverso”, disse.
No Brasil, o uso maciço de smartphones gera uma preocupação a mais, segundo ele. O controle de segurança em um dispositivo móvel “fica à mercê do autocontrole do usuário”. E, muitas vezes, Gesteira observa que falta conhecimento por parte do usuário para se proteger de eventuais ataques.
Como o volume de transações que passam por dispositivos móveis é muito significativo no Brasil, a começar pela adoção do Pix, o aumento do rigor regulatório com as chamadas fintechs é bem vindo. “A regulação do Banco Central veio para ajudar”, afirmou.
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