“Já se passaram mais de dez horas desde a queda”, escreveu no X o filho do ex-presidente Política, -agencia-cnn-, Alexandre de Moraes, Carlos Bolsonaro, Jair Bolsonaro, STF (Supremo Tribunal Federal) CNN Brasil
Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), criticou nesta terça-feira (6) a demora na autorização para que o pai realize exames médicos após ter batido a cabeça em uma queda na sua cela na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Brasília.
“Já se passaram mais de dez horas desde a queda do presidente Jair Bolsonaro. Digo isso porque ele não sabe exatamente como nem quando o acidente ocorreu. Ainda assim, todos já têm plena noção da gravidade da situação”, escreveu Carlos no X.
“O mais absurdo é que não temos maiores detalhes, pois a avaliação médica completa ainda não foi autorizada”, acrescentou.
Voltamos à superintendência da PF após mais de quatro horas aguardando na garagem do hospital. Já se passaram mais de dez horas desde a queda do Presidente Jair Bolsonaro.
Digo isso porque ele não sabe exatamente como nem quando o acidente ocorreu. Ainda assim, todos já têm…
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) January 6, 2026
Moraes negou transferência imediata para hospital
Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou a transferência imediata de Bolsonaro para um hospital. O magistrado do Supremo entendeu não haver necessidade de remoção imediata do ex-mandatário.
Segundo o despacho, a PF (Polícia Federal) deveria apresentar ao STF o laudo médico realizado pelos médicos da corporação.
O que diz o laudo médico da PF
Como mostrou a CNN Brasil, a PF enviou o laudo médico a Moraes nesta tarde. De acordo com o documento, Bolsonaro apresentou sinais de ter caído da cama durante a noite. O relatório descreve lesão superficial no rosto e a presença de sangue.
“Paciente no pós-operatório recente de herniorrafia inguinal bilateral e bloqueio anestésico bilateral do nervo frênico. Em uso recente de CP AP para tratamento de apneia do sono. Considerando a recente internação, o uso de medicamento de ação no sistema nervoso central (Gabapentina, Escitalopram, Clorpromazina), o uso recente de anticoagulante e demais comorbidades, foi comunicado à sua equipe médica assistente a informação sobre o quadro clínico”, diz trecho do documento.
Agora, Moraes deve deliberar sobre a liberação ou não do ex-presidente para realizar exames médicos no hospital.
(Com informações de Davi Vittorazzi e Gabbriela Veras)

